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MADRID 27 jul. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira que discutirá com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a situação no Irã e defenderá a segurança e o futuro de Israel quando ambos se reunirem na Casa Branca nesta terça-feira, em uma visita oficial que ocorrerá apesar do mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra ele.
“Estou indo para Washington para me reunir com nosso amigo, o presidente Donald Trump. Este é meu oitavo encontro com ele desde que foi eleito presidente para seu segundo mandato, mais do que com qualquer outro líder internacional. É um grande privilégio, mas também uma grande responsabilidade”, afirmou Netanyahu em declarações antes de embarcar.
O líder israelense pediu que se aja “com grande determinação e grande sabedoria” diante do cenário internacional tão volátil, em que o conflito no Oriente Médio voltou a se intensificar militarmente nas últimas semanas devido à gestão do estreito de Ormuz.
“Discutiremos todos os temas da pauta, em primeiro lugar, o Irã. Naturalmente, nosso objetivo é salvaguardar nossa segurança e também ampliar o círculo de paz ao nosso redor”, indicou.
Nesse sentido, ele ressaltou que o “objetivo claro” da viagem é “garantir a segurança, a força e o futuro do nosso querido Estado de Israel”.
No início de junho, enquanto Washington negociava com Teerã um acordo para pôr fim às hostilidades, Trump reconheceu ter tido uma discussão com o primeiro-ministro israelense, a quem chegou a chamar de “louco de merda”. De qualquer forma, o chefe da Casa Branca minimizou o incidente, em meio às tensões causadas pela ofensiva israelense no Líbano, que ameaçava inviabilizar as negociações sobre a situação no Oriente Médio.
Netanyahu viaja para participar do funeral do senador Lindsey Graham, a quem descreveu como “um dos melhores amigos que o Estado de Israel já teve”, cerimônia que reunirá líderes mundiais como o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski.
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