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MADRID 18 jun. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ressaltou nesta quinta-feira que as tropas israelenses permanecerão em áreas do sul do Líbano pelo tempo “que for necessário” apesar de a trégua em território libanês fazer parte do memorando de entendimento assinado pelos Estados Unidos e pelo Irã para pôr fim ao conflito no Oriente Médio.
Netanyahu, seguindo a linha das declarações feitas anteriormente por outros membros de seu gabinete, insistiu que as forças armadas israelenses permanecerão na “zona de segurança” estabelecida, apesar de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter criticado publicamente nesta semana a postura do governo israelense, considerando-a excessivamente agressiva dadas as circunstâncias.
Além disso, Teerã continua insistindo que a retirada total das tropas israelenses da região é “indispensável” no âmbito do acordo, que, conforme explicou, já inclui a questão libanesa no primeiro parágrafo do documento assinado.
“Restabeleceremos a segurança e a prosperidade nas localidades do norte”, esclareceu Netanyahu, uma semana depois de as autoridades terem destinado uma grande quantia de dinheiro a essa região para melhorar a segurança da população, segundo informações coletadas pelo jornal ‘The Times of Israel’.
“Isso exige a manutenção da zona de segurança no sul do Líbano e exige que não saíamos de lá enquanto as necessidades de segurança de Israel assim o exigirem”, afirmou.
Fontes próximas ao assunto indicaram que as autoridades israelenses estariam tentando negociar essa questão com os Estados Unidos, embora o Exército tenha publicado um mapa atualizado da zona de atuação em território libanês e esteja apostando em manter sua presença, contrariando também a posição libanesa.
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