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MADRID 5 jul. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, advertiu neste domingo a comunidade internacional de que não permitirá a reconstrução da Faixa de Gaza, devastada após meses de bombardeios israelenses, sem garantias de que as milícias do Hamas tenham sido completamente desarmadas.
Netanyahu rejeitou categoricamente uma notícia publicada nesta semana pelo jornal “Israel Hayom”, que apontava para o lançamento de um programa piloto para administrar “abrigos humanitários”, um prelúdio para moradias permanentes, em áreas da Faixa de Gaza que não estão sob o controle do Hamas, como Tel Sultan, perto de Rafá, no sul do enclave, sob controle do Exército israelense.
Netanyahu descartou essa opção. “Não haverá reconstrução em Gaza sem a desmilitarização da Faixa”, afirmou o primeiro-ministro no início da reunião semanal do Conselho de Ministros.
O Conselho de Paz de Gaza, liderado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu-se no início desta semana em Chipre, em meio a uma desaceleração das iniciativas para tentar amenizar de alguma forma a enorme crise humanitária no enclave e consolidar um cessar-fogo acordado em outubro, que foi interrompido inúmeras vezes pelo Exército israelense.
Os esforços de reconstrução e os planos para substituir o Hamas por um comitê de tecnocratas palestinos estão praticamente paralisados. O Hamas deixou em aberto a possibilidade de entregar as armas, mas, em hipótese alguma, o fará perante esse comitê — que considera um fantoche de Washington e de Tel Aviv — ou sem o consenso das facções palestinas.
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