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Ele afirma que o presidente francês "faz eco à propaganda desprezível" do Hamas e o critica por "exigir que Israel se renda e recompense o terrorismo".
MADRID, 14 maio (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou na quarta-feira o presidente francês Emmanuel Macron de "ecoar a propaganda desprezível" do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e proferir "calúnias de sangue" após suas críticas ao país por bloquear a entrega de ajuda humanitária à Faixa de Gaza por mais de dois meses como parte da ofensiva lançada contra o enclave palestino após os ataques de 7 de outubro de 2023.
"Macron decidiu mais uma vez se alinhar com uma organização terrorista islâmica assassina e fazer eco à sua propaganda desprezível, acusando Israel de difamação de sangue", disse Netanyahu, de acordo com um comunicado divulgado por seu gabinete. "Israel está envolvido em uma guerra de várias frentes por sua própria existência após o horrível massacre cometido pelo Hamas contra pessoas inocentes em 7 de outubro, incluindo o assassinato e o sequestro de dezenas de franceses", acrescentou.
"Em vez de apoiar o lado democrático ocidental na luta contra as organizações terroristas islâmicas e exigir a libertação dos reféns, Macron está mais uma vez exigindo que Israel se renda e recompense o terrorismo", disse ele, antes de enfatizar que "Israel não vai parar e não vai se render".
Ele reiterou que as autoridades "estão determinadas a atingir todos os objetivos de guerra de Israel, incluindo a libertação de todos os reféns, a destruição das capacidades militares e governamentais do Hamas e a garantia de que o Hamas nunca mais represente uma ameaça a Israel".
A reação de Netanyahu ocorre depois que Macron disse, na terça-feira, que estava "aberto" para que a União Europeia (UE) repensasse a validade dos acordos de associação com Israel e chamou de "inaceitável" o bloqueio de Israel à ajuda à Faixa de Gaza, que ele descreveu como "vergonhoso", embora tenha se recusado a descrever o que está acontecendo no enclave como "genocídio".
"O que o governo do (primeiro-ministro israelense) Benjamin Netanyahu está fazendo hoje é inaceitável", criticou ele durante uma entrevista na televisão TF1. "A crise humanitária existente hoje (em Gaza) é a mais grave que vimos desde outubro (de 2024)", explicou Macron, que defendeu que a posição da França sobre essa questão tem sido "constante", ao mesmo tempo em que reiterou sua condenação aos "ataques terroristas" de 7 de outubro de 2023.
Ao fazer isso, Macron enfatizou que a França "reconheceu o direito de Israel de se defender, mas como uma democracia". "Nossa luta desde 7 de outubro de 2023 tem sido para libertar todos os reféns (...) e desmilitarizar o Hamas", argumentou, antes de continuar dizendo que a França vem defendendo há meses que "a solução não é atacar Gaza indiscriminadamente" e pedir aos Estados Unidos que pressionem pela reativação do cessar-fogo, acordado em janeiro e quebrado por Israel em 18 de março, quando relançou sua ofensiva contra o enclave.
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