Publicado 24/04/2026 12:58

Netanyahu acusa o Hezbollah de "sabotar" as negociações com o Líbano

Archivo - Arquivo - 17 de março de 2026, local não revelado, Israel: O primeiro-ministro israelense BENJAMIN NETANYAHU (C) emite a ordem final para uma operação militar direcionada contra altos funcionários iranianos. Seguindo essa diretiva, as Forças de
Europa Press/Contacto/Maayan Toaf/Israel Gpo

MADRID 24 abr. (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou nesta sexta-feira o partido-milícia xiita libanês Hezbollah de estar “sabotando” as negociações iniciadas há uma semana com o governo do Líbano, que na véspera resultaram em uma prorrogação de três semanas do cessar-fogo, pelo que voltou a defender sua “total liberdade” de atacar o país vizinho.

“Iniciamos um processo para alcançar uma paz histórica entre Israel e o Líbano, e temos certeza de que o Hezbollah está tentando sabotá-lo. Reservamo-nos total liberdade de ação diante de qualquer ameaça, inclusive as emergentes”, afirmou em um breve comunicado enviado à imprensa.

“Atacamos ontem e atacamos hoje. Estamos decididos a restabelecer a segurança dos habitantes do norte”, enfatizou o líder israelense, em um dia em que pelo menos duas pessoas já morreram em um bombardeio das Forças de Defesa de Israel (FDI) contra duas localidades no sul do Líbano, no que foi descrito como uma resposta ao lançamento de projéteis pelo grupo xiita.

Netanyahu voltou a se gabar de estar mudando o “panorama” no Oriente Médio e, na sequência, confirmou ter mantido uma conversa “excelente” com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Ele está exercendo uma pressão muito forte sobre o Irã, tanto no âmbito econômico quanto no militar. Estamos agindo em plena colaboração”, assegurou.

O Líbano e Israel concordaram nesta quinta-feira em prorrogar o frágil cessar-fogo por mais três semanas, após um segundo encontro mediado pelos Estados Unidos. Apesar disso, o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, afirmou pouco depois que a prorrogação, anunciada pelo próprio Trump, “não é 100% garantida”, alegando “retaliações” contra o Hezbollah.

As autoridades libanesas elevaram, ao longo do dia, para 2.483 o número de mortos e para 7.707 o de feridos nesta última ofensiva israelense lançada contra o país vizinho desde o último dia 2 de março, dias após o início dos bombardeios contra o Irã.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado