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MADRID 7 set. (EUROPA PRESS) -
As autoridades de Nauru inauguraram nesta segunda-feira, em Jerusalém, sua Embaixada em Israel, pouco mais de um mês depois que o país oceânico anunciou sua decisão no âmbito do “fortalecimento” das relações bilaterais.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, elogiou a iniciativa durante a cerimônia ao lado de seu homólogo de Nauru, Lionel Aingimea, de quem destacou a “determinação e eficiência” para concretizar a inauguração da representação diplomática, que também se insere na “forte amizade” entre os dois países.
“Na emocionante cerimônia de hoje, eu disse a ele: ‘Este é um verdadeiro legado. Hoje, o senhor colocou um tijolo nas muralhas de Jerusalém’”, afirmou em uma mensagem nas redes sociais. “A Embaixada de Nauru é a nona em Jerusalém. No próximo mês, haverá uma décima”, afirmou ele, referindo-se aos planos da Colômbia e da República Democrática do Congo (RDC) de dar esse passo.
A abertura de embaixadas em Jerusalém é motivo de críticas por parte da Autoridade Palestina e dos demais grupos palestinos, já que Jerusalém Oriental está ocupada desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967. É, de fato, na parte ocidental da cidade que Israel mantém a sede do Parlamento, do Supremo Tribunal e de vários ministérios.
Embora Israel considere a cidade como sua capital unificada, a comunidade internacional — com poucas exceções, incluindo os Estados Unidos — não a reconhece dessa forma, e a solução de dois Estados prevê um Estado palestino nas fronteiras de 1967, com Jerusalém como capital compartilhada entre os dois países.
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