Publicado 13/01/2026 07:34

Nasralla vira a página da crise eleitoral e prepara sua “última” candidatura presidencial para 2029

Archivo - Arquivo - 20 de novembro de 2021, San Pedro Sula, Cortes, Honduras: Salvador Nasralla, candidato a vice-presidente de Xiomara Castro, discursa em comício do Partido Libre em San Pedro Sula. O Partido Libre de Honduras, em oposição ao Partido Nac
Europa Press/Contacto/Seth Sidney Berry - Arquivo

MADRID 13 jan. (EUROPA PRESS) -

O líder do Partido Liberal de Honduras, Salvador Nasralla, anunciou nesta terça-feira que está preparando sua “última” candidatura presidencial em Honduras para 2029, virando assim a página da polêmica eleitoral após um pleito marcado por denúncias de fraude eleitoral e pela interferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em favor do presidente eleito, o ultradireitista Nasry Asfura.

“A partir de agora, começo a definir quem me acompanhará em 2028 na minha última tentativa de chegar à presidência para erradicar a corrupção pela raiz”, declarou em uma mensagem nas redes sociais, na qual dá indicações aos deputados eleitos sobre as próximas votações, como a do próximo presidente do Congresso hondurenho.

Nasralla, que até agora defendia que seu partido havia vencido as eleições “por ampla margem” e acusava o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) de fraude pela interrupção na contagem, indicou que já está pensando em sua equipe para as próximas eleições, uma vez que seu rival, Asfura, do Partido Nacional, foi reconhecido como vencedor tanto pelos órgãos eleitorais quanto por autoridades internacionais, como os Estados Unidos e a União Europeia.

O líder indicou que, dado que o Partido Nacional e o Partido Liberal contam com 41 deputados no Congresso, deve haver um “equilíbrio na governança”, pelo que ordenou aos representantes de sua formação que votem apenas em um candidato liberal para dirigir o Congresso hondurenho.

“Nenhum dos 41 deputados liberais está autorizado a dar seu voto ao Partido Nacional, pois o povo de Honduras não quer que o poder total de um único partido continue corrompendo a política hondurenha, como ocorreu entre 2010 e 2022”, indicou.

Asfura foi recebido nesta segunda-feira pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, a quem parabenizou pela vitória eleitoral nas eleições do final de novembro e atraiu para o objetivo de tornar o hemisfério ocidental “mais seguro e próspero”. As eleições foram marcadas por denúncias de fraude eleitoral e interferência do presidente dos Estados Unidos. O Partido Liberal e o partido governista LIBRE foram os atores que mais criticaram as interferências no processo eleitoral, em meio a uma contagem prolongada por mais de 20 dias devido aos atrasos do CNE.

Nesse contexto, a presidente cessante de Honduras, Xiomara Castro, propôs em um decreto a realização de uma nova contagem eleitoral, medida que foi criticada pela União Europeia, que considera válida a contagem dos órgãos eleitorais hondurenhos. Se tudo correr como previsto, Castro governará o país até 27 de janeiro, data em que Asfura assumirá o cargo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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