Elton Monteiro / Xinhua News / Europa Press / Cont
Essas são as estimativas iniciais tanto da empresa armadora quanto das autoridades, e podem sofrer alterações
Há 147 pessoas de 24 países a bordo do navio de cruzeiro, nenhuma com sintomas, e cerca de 110 seriam evacuadas
SANTA CRUZ DE TENERIFE, 9 maio (EUROPA PRESS) -
O navio de cruzeiro 'MV Hondius' deverá chegar às águas da ilha de Tenerife na madrugada deste domingo sem pessoas com sintomas de contágio por hantavírus e atracará no Porto de Granadilla para que, em princípio, comece a evacuação de passageiros e parte da tripulação a partir do meio-dia.
Embora possam ocorrer alterações, trata-se das estimativas iniciais tanto da empresa proprietária do navio quanto das autoridades para o início do protocolo de desembarque por nacionalidades e posterior traslado para a pista do Aeroporto de Tenerife Sul, a fim de embarcar em voos providenciados pelos diferentes países que têm cidadãos a bordo do navio.
De acordo com o último comunicado da 'Oceanwide Expedition', atualmente há 147 pessoas de 24 nacionalidades diferentes no 'MV Hondius', das quais 60 pertencem à tripulação e 87 são passageiros.
Dentre elas, 110 pessoas serão evacuadas e parte da tripulação permanecerá a bordo para poder continuar até o país de origem do cruzeiro, os Países Baixos.
A nacionalidade mais representada no navio é a filipina, com 38 pessoas (todas da tripulação); seguida pelo Reino Unido (22); Estados Unidos (17); Espanha (14); Países Baixos (13); Alemanha (6); Ucrânia e França, com cinco cada; Austrália e Canadá, com quatro; Turquia (3); e Índia, Bélgica e Irlanda, com duas.
Da mesma forma, Rússia, Portugal, Polônia, Montenegro, Guatemala, Argentina, Grécia, Itália, Japão e Nova Zelândia têm uma pessoa de cada país no cruzeiro.
Especificamente, a atracação será realizada em um local dentro do recinto portuário que a Autoridade Portuária de Santa Cruz de Tenerife e a Capitania Marítima determinaram como o local mais seguro para a operação de desembarque dos passageiros, que se prevê realizar em botes infláveis, informou o Governo da Espanha.
DESEMBARQUE POR NACIONALIDADES
O desembarque será realizado por nacionalidades e os passageiros sairão do cruzeiro quando o avião mobilizado pelos respectivos países já estiver preparado no aeroporto para decolar, e as pessoas serão transportadas diretamente de ônibus até o avião.
Quanto ao “MV Hondius”, de bandeira holandesa, o Governo das Canárias já indicou, após uma reunião com o cônsul honorário holandês, Stan Weytjens, que o país se comprometeu a que o navio prossiga sua viagem até seu local de origem o mais rápido possível após a conclusão do desembarque dos passageiros.
Por sua vez, para o Executivo das Canárias, a operação aérea continua sendo um dos principais “pontos críticos” da operação, uma vez que esta deve ser realizada em um “único” movimento e estará sujeita à disponibilidade de voos de evacuação.
A esse respeito, quase todos os países já teriam definido quais serão os aviões nos quais embarcarão seus cidadãos, e todos eles serão convocados para estarem operacionais em Tenerife Sul entre a noite de sábado e o início da manhã de domingo.
Para coordenar a operação, haverá um posto de comando avançado no porto e outro no aeroporto, enquanto a ministra da Saúde, Mónica García; o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska; e o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, viajarão neste sábado para Tenerife para supervisionar o desenvolvimento do protocolo de evacuação.
O GOVERNO AFIRMA QUE NÃO SE TRATA DE UMA DECISÃO UNILATERAL
Fontes do Governo da Espanha defenderam que o transporte para as Ilhas Canárias do navio de cruzeiro proveniente de Cabo Verde responde a uma obrigação derivada do Regulamento Sanitário Internacional e a uma decisão coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), descartando que se trate de uma escolha unilateral do Executivo ou das Ilhas Canárias.
O relatório sustenta que Cabo Verde não dispõe de capacidade hospitalar suficiente para lidar com um surto de alto risco, enquanto a Espanha conta com unidades especializadas, meios de evacuação médica e hospitais de referência nas Ilhas Canárias preparados para doenças importadas.
O Governo entende que a evacuação dos pacientes com Hantavírus em Cabo Verde não constitui uma alternativa ideal nem do ponto de vista jurídico, uma vez que a decisão cabe à OMS e a Espanha é obrigada a agir; nem do ponto de vista técnico-assistencial, porque as Ilhas Canárias e a rede hospitalar espanhola dispõem de capacidades muito superiores às do país africano; nem do ponto de vista operacional-comunitário, porque somente a partir do território da UE é que o Mecanismo Europeu de Proteção Civil pode ser ativado.
Por fim, o relatório conclui que o desembarque nas Ilhas Canárias responde, portanto, “a uma decisão tecnicamente fundamentada, juridicamente obrigatória e eticamente correta”.
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