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MADRID 24 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, reivindicou da tribuna da Assembleia Geral da ONU a soberania nacional sobre o Canal do Panamá, uma hidrovia que, segundo ele, funciona de forma "exemplar" para o benefício de "mais de 140 nações".
"O neutro Canal do Panamá, aberto ao mundo e facilitador de um comércio internacional mais integrado, é e continuará sendo panamenho", enfatizou Mulino, sem aludir diretamente às aspirações de soberania que o presidente dos EUA, Donald Trump, levantou após retornar à Casa Branca em janeiro.
O presidente usou seu discurso no principal fórum anual das Nações Unidas para destacar que "um quarto de século" se passou desde que o Panamá assumiu o controle de instalações que funcionam "em benefício da navegação internacional" e pelas quais transitam "aproximadamente 4% do comércio mundial".
Para Mulino, é hora de fortalecer o multilateralismo, "mais do que nunca", como uma ferramenta para combater os desafios globais e "mitigar as assimetrias". Nesse sentido, ele pediu mais representação latino-americana nos órgãos de tomada de decisão e uma "atualização" dos sistemas de governança internacional, incluindo as Nações Unidas.
"Queremos fazer parte de uma ONU que seja capaz de prevenir conflitos antes que eles ocorram, que possa agir prontamente em emergências humanitárias, que coordene melhor suas agências em nível de campo e que represente mais fielmente a diversidade de pessoas no mundo", disse ele.
Mulino incluiu entre os desafios o narcotráfico, que representa "uma ameaça à vida das pessoas e um risco muito alto de instabilidade em toda a região" devido à atividade dos cartéis, e a migração, embora nesse ponto ele tenha enfatizado que cumpriu sua "promessa" de "fechar as passagens ilegais" do Darién Gap, na fronteira com a Colômbia.
O presidente panamenho defendeu um "trânsito ordenado" de pessoas e advertiu que, embora "o drama migratório tenha sido resolvido", o mesmo não pode ser dito sobre "as causas que deram origem à emigração em massa de pessoas".
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