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BRUXELAS, 16 jun. (EUROPA PRESS) -
Médicos Sem Fronteiras (MSF) exigiu nesta segunda-feira, em Bruxelas, que os líderes da União Europeia exerçam toda a pressão política, econômica e diplomática sobre Israel para que ponha fim à "carnificina" em Gaza, ao mesmo tempo em que lamenta que a nova crise no Oriente Médio com o cruzamento de ataques entre Israel e Irã desvie a atenção das "atrocidades" cometidas na Faixa.
"Nossa mensagem para os líderes é simples. Pedimos a eles que usem todas as ferramentas políticas, econômicas e diplomáticas para exercer uma pressão real sobre Israel para que acabe com a carnificina em Gaza e permita o acesso desimpedido da ajuda humanitária", disse o secretário-geral da MSF, Christopher Lockyear, em uma coletiva de imprensa na capital da UE.
A MSF enfatizou que a solidariedade deve ser expressa "não apenas em palavras", mas deve ser acompanhada de "pressão real", e insiste que a UE use sua influência para acabar com a crise e suspender o bloqueio humanitário de Israel à Faixa de Gaza, enfatizando que o momento exige "mais do que palavras" da UE.
Nesse sentido, ele ressaltou que os ataques israelenses a centros de saúde e hospitais na Faixa não são "casos isolados", mas sim um "desrespeito sistemático" ao direito internacional e às resoluções da ONU.
Lockyear lembrou que a UE tem a "obrigação legal" de garantir que a lei internacional seja respeitada na região, diante das autoridades israelenses que ele acusou de "destruir sistematicamente as condições de vida em Gaza".
No evento em Bruxelas, o representante de MSF na UE e na OTAN, Sergio Cecchini, disse que a Comissão Europeia tem todos os elementos para rever o Conselho de Associação, um exercício que a Alta Representante da UE, Kaja Kallas, deve levar para a reunião dos ministros de relações exteriores europeus na segunda-feira.
"Não cabe a nós dizer quais medidas devem ser tomadas, eles sabem quais ferramentas têm à sua disposição", disse Cecchini sobre as medidas políticas e diplomáticas que ele está exigindo da UE.
Sobre a nova escalada da guerra na região com o fogo cruzado dos ataques entre Irã e Israel, os representantes do MSF indicaram que veem a escalada com "medo", mas enfatizaram que essa nova espiral de violência pode ter como consequência que "os olhos se desviem do horror que está acontecendo em Gaza" e "a atenção se perca das atrocidades na Faixa".
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