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MADRID 23 out. (EUROPA PRESS) -
A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) exigiu nesta quinta-feira a "libertação imediata" de um de seus médicos, Mohamed Obeid, que foi preso há um ano no norte da Faixa de Gaza e ainda está sob custódia das autoridades israelenses.
O cirurgião ortopédico, que está na ONG desde 2018, não foi libertado sob o cessar-fogo alcançado entre Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), de acordo com o pacto proposto pelos Estados Unidos, e MSF pediu sua libertação "incondicional".
Obeid foi preso em 26 de outubro de 2024 pelas forças israelenses durante uma operação no hospital Kamal Aduan, no norte do enclave, e foi detido junto com outras 57 pessoas. Desde então, ele não teve mais contato com sua família, de acordo com um comunicado.
"Estamos extremamente preocupados com sua segurança e bem-estar. Estamos totalmente solidários com ele e sua família e exigimos que seus direitos, dignidade e liberdade sejam restaurados sem mais demora", disse Tejshri Shah, diretor geral da MSF.
Ela enfatizou que ele era um "médico altamente qualificado que vinha oferecendo cuidados cirúrgicos vitais a pacientes em Gaza com MSF há sete anos". "Ele não é um caso isolado. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 300 profissionais de saúde em Gaza foram detidos pelas forças israelenses desde outubro de 2023", enfatizou.
"Em um momento em que as necessidades médicas em Gaza estão no auge, o papel do pessoal médico e paramédico é crucial", disse Shah.
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