Ana López García / Europa Press
Países como Japão, Canadá e Austrália também fazem parte da Coalizão.
MADRID, 5 set. (EUROPA PRESS) -
O porta-voz da presidência russa, Dimitri Peskov, acusou nesta sexta-feira os países europeus de "atrapalhar" a resolução do conflito na Ucrânia, depois que a Coalizão dos Dispostos concordou que pelo menos 26 dos 35 países que fazem parte dela se comprometeram a ajudar uma futura força militar em Kiev, uma vez que um cessar-fogo tenha sido alcançado.
"Os europeus estão impedindo a resolução do conflito na Ucrânia. Eles não contribuem para isso", disse ele em uma entrevista ao jornal russo Izvestia, na qual também denunciou as "tentativas" da Europa de fazer da Ucrânia "o centro de tudo o que é antirrusso".
Além disso, em declarações feitas à agência estatal de notícias TASS, Peskov garantiu que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, "foi convidado a Moscou para dialogar, não para capitular", enquanto assegurou que a escolha da capital russa para a oferta do Kremlin "foi uma proposta do (presidente Vladimir) Putin".
O líder russo desafiou Zelensky na quarta-feira a vir a Moscou se ele quiser tanto se reunir com ele, mas Kiev não contempla essa opção. "Eu acho que é a melhor maneira de arruiná-lo, mas para a Rússia começar a falar sobre a reunião já é um primeiro passo", disse o líder ucraniano na quinta-feira, que por enquanto não vê "nenhum desejo" do lado russo para acabar com o conflito.
As palavras de Peskov ocorrem um dia depois que Zelenski e seu colega francês, Emmanuel Macron, anunciaram que pelo menos 26 países da chamada Coalizão dos Dispostos já se comprometeram com ajuda concreta para uma futura força que garantirá "por terra, mar ou ar" a segurança da Ucrânia assim que um cessar-fogo for acordado, enquanto aguardam "nos próximos dias" que os Estados Unidos esclareçam quanto e de que forma estarão envolvidos nessa futura estrutura.
O objetivo, conforme explicou o chefe do Eliseu, é "evitar uma nova agressão" por parte da Rússia e garantir a "segurança duradoura" de um país que "não escolheu a guerra". "Foi a Rússia que escolheu entrar em guerra em 2022, como fez em 2008 na Geórgia, como fez em 2014 na Crimeia e no Donbas", disse o líder francês em uma aparição com Zelenski em Paris.
Eles não especificaram a lista exata dos 26 países ou as formas de contribuição para essa futura força - "Não darei detalhes para não nos expormos", disse Macron - embora o chanceler alemão Friedrich Merz tenha confirmado em uma declaração que "a Alemanha contribuirá" para as futuras garantias, citando como prioridade "o financiamento, o armamento e o treinamento das Forças Armadas ucranianas", enquanto a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni enfatizou que a Itália "não enviará soldados para a Ucrânia", embora tenha aberto a porta para colaborar com medidas de vigilância e treinamento das tropas ucranianas.
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