Publicado 22/05/2026 00:09

A morte de uma criança de 12 anos eleva para quatro o número de mortos por falta de atendimento médico na Bolívia

Archivo - Arquivo - 20 de junho de 2025, São Petersburgo, Rússia: A bandeira nacional da Bolívia, tremulando ao vento em um mastro em São Petersburgo, Rússia.
Europa Press/Contacto/Maksim Konstantinov

O Ministério da Saúde apela para que se permita a passagem de ambulâncias e exige um corredor humanitário que “garanta” a assistência médica

MADRID, 22 maio (EUROPA PRESS) -

As autoridades sanitárias da Bolívia informaram nesta quinta-feira o falecimento de uma criança de doze anos devido, segundo lamentaram, aos bloqueios de estradas no âmbito dos protestos em curso há semanas contra o governo de Rodrigo Paz e à ausência de políticas para enfrentar a crise econômica, o que eleva para quatro o número de mortes por falta de atendimento médico.

“O Ministério da Saúde e Esportes lamenta comunicar o falecimento de uma criança de 12 anos, devido aos bloqueios que impediram a passagem da ambulância na qual ela era transportada em caráter de emergência do Hospital Madre Obrera de Llallagua para Potosí”, indicou o ministério em um comunicado no qual acrescentou que, por causa desses fatos, o veículo teve que se dirigir para Oruro, falecendo no trajeto para essa cidade.

Concretamente, o menino de doze anos necessitava de tratamento especializado devido a um quadro de sepse (infecção). No entanto, não foi possível levá-lo a tempo a um centro hospitalar.

Assim, após expressar suas “profundas condolências” à família e à comunidade de Pocoata, de onde era originário o menor, a autoridade sanitária reivindicou a importância de que a vida esteja “acima de qualquer conflito”.

“Exortamos a permitir a passagem de ambulâncias e clamamos por um corredor humanitário que garanta atendimento médico oportuno para todos”, diz o texto ministerial.

Diante dessa conjuntura, a ministra da Saúde e Esportes, Marcela Flores, instou os setores sociais mobilizados a ter empatia com aqueles que são transportados em ambulâncias e, assim, evitar novas tragédias dessa magnitude.

Em outro comunicado publicado pouco depois, o Ministério da Saúde alertou para a situação “crítica” em que se encontram alguns hospitais públicos, dada a “falta de oxigênio, medicamentos, suprimentos e alimentos”, o que, ressaltou, coloca em risco a saúde e a vida dos pacientes.

Um exemplo disso é o caso do Hospital Infantil “Dr. Ovidio Aliaga Unía”, localizado em La Paz. Nesse caso, o centro declarou “estado de emergência hospitalar” como medida preventiva e de contingência, conforme informou a agência de notícias estatal ABI.

“Essa decisão responde ao risco de interrupção no fornecimento de oxigênio medicinal, medicamentos, alimentos, combustíveis e suprimentos médicos essenciais, bem como às dificuldades logísticas que afetam o transporte de pacientes e profissionais de saúde”, indicou o Comitê Técnico Extraordinário do hospital em um comunicado.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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