Marwan Naamani/dpa - Arquivo
MADRID 23 jul. (EUROPA PRESS) -
Kozo Okamoto, um dos autores do atentado suicida que matou 26 pessoas e feriu outras 80 no então aeroporto de Lod — hoje Ben Gurion —, próximo a Tel Aviv, em 1972, faleceu aos 78 anos em Beirute, onde vivia com o status de refugiado político após ter cumprido pena na prisão em Israel.
Okamoto fazia parte de um comando de três pessoas do Exército Vermelho Japonês que atacou esse aeroporto, um ataque planejado pela Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), que informou nesta quinta-feira sobre a morte desse “grande camarada revolucionário e lutador internacional”.
A FPLP destacou que Okamoto permaneceu “firme em seus princípios após uma trajetória repleta de glória e revolução, e de grandes sacrifícios que se estenderam por décadas nos campos de batalha ao lado da causa palestina”.
“Ele não cedeu nem vacilou, mas permaneceu fiel aos seus princípios até o último suspiro de sua vida”, afirmou a FPLP, que também destacou como Okamoto “percorreu milhares de quilômetros, deixando para trás as comodidades terrenas para carregar o peso da causa palestina”.
Okamoto e seus dois companheiros — Yasuda e Tsuyoshi Okudaira — chegaram ao referido aeroporto vindos de um voo de Roma. Assim que chegaram à área de retirada de bagagens, sacaram armas automáticas e abriram fogo contra as pessoas que encontraram.
Ao contrário de seus outros dois companheiros, Okamoto ficou apenas ferido. Condenado à prisão perpétua em Israel, foi libertado após treze anos na prisão como parte de uma troca de prisioneiros palestinos por soldados israelenses em 1985.
Posteriormente, foi detido no Líbano em 1997 e condenado a três anos de prisão junto com outros companheiros do Exército Vermelho por uso de passaportes falsos. Após cumprirem a pena, todos foram repatriados para o Japão, exceto Okamoto, que recebeu asilo político por participar da resistência contra Israel.
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