Publicado 01/09/2026 00:06

Morre o ex-primeiro-ministro francês Édouard Balladur (1993-1995) aos 97 anos

Archivo - Arquivo - 15 de maio de 2019, Paris, França: Edouard Balladur
Europa Press/Contacto/Michael Baucher - Arquivo

MADRID 1 set. (EUROPA PRESS) -

O ex-primeiro-ministro francês Édouard Balladur (1993-1995) faleceu nesta segunda-feira aos 97 anos, vinte anos após sua aposentadoria da política, à qual dedicou mais da metade de sua vida, tendo também exercido os cargos de ministro de Estado e de Economia entre 1986 e 1988.

A informação foi divulgada por sua família, conforme noticiado pelo portal de notícias francês franceinfo. O ex-líder, nascido em 1929 em Esmirna, na Turquia, em uma família de origem armênia, viu sua carreira decolar a partir de 1964, quando passou a integrar o gabinete de Georges Pompidou, então primeiro-ministro durante o mandato de Charles de Gaulle.

Naquela época, ele conheceu Jacques Chirac, que, após assumir o cargo de primeiro-ministro em 1986, o nomeou seu “número dois” como ministro de Estado, além de chefe do Ministério da Economia. Quando Chirac lançou-se à presidência da França em 1993, Balladur o substituiu como primeiro-ministro, embora acabasse decidindo concorrer às eleições presidenciais de 1995, nas quais foi derrotado no primeiro turno, ficando atrás de Lionel Jospin e do próprio Chirac, que acabou chegando ao Palácio do Eliseu.

CONDOLÊNCIAS DA CLASSE POLÍTICA

O anúncio de seu falecimento foi seguido por mensagens da classe política francesa, começando pelo presidente francês, Emmanuel Macron, que, em uma mensagem nas redes sociais, quis relembrar “um servidor exigente, moderado e dedicado” que “levava a França no coração”. “Presto homenagem à sua memória e envio minhas condolências à sua família e entes queridos”, afirmou.

Por sua vez, o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, destacou Balladur como “um homem de Estado com espírito reformista” que, em sua opinião, “continuará sendo uma referência para muitos homens e mulheres de sua família política”.

Da mesma forma, alguns dos candidatos à Presidência nas eleições previstas para 2027 também se manifestaram. Foi o que fez Gabriel Attal, do partido “macronista” Renascimento, que se despediu do ex-primeiro-ministro destacando que “ele deixou sua marca em mais de meio século de vida pública francesa”. “A República perde um grande servidor”, acrescentou.

Por sua vez, o candidato do partido Os Republicanos, Bruno Retailleau, expressou sua “imensa tristeza” pelo falecimento de uma “figura de destaque do gaullismo”. “Fiel às suas convicções de direita e liberais, bem como a uma postura de moderação em suas declarações, ele mantinha-se à margem das derivas atuais da política”, afirmou Retailleau, descrevendo Balladur como alguém que buscava “convencer e nunca seduzir” e que era “um daqueles políticos que gozam de grande estima entre os eleitores por terem uma visão nobre da França”.

Por outro lado, a presidente da Agrupação Nacional, Marine Le Pen, também declarou nas redes sociais que, “além das divergências políticas que tivemos com aquele que foi primeiro-ministro entre 1993 e 1995, hoje convém prestar homenagem a um homem de Estado que deixou sua marca na vida pública francesa, que defendeu com constância suas convicções e sua concepção de serviço à República e que sempre soube demonstrar respeito pelo debate democrático”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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