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Prevê que o clube arrecade 1 bilhão nesta temporada e 1,2 bilhão na temporada 2027/2028 BARCELONA 5 fev. (EUROPA PRESS) -
A agência de classificação Morningstar DBRS confirmou a classificação do FC Barcelona e de seus títulos sênior garantidos em “BBB”, mantendo também a tendência em “positiva”, conforme informado em comunicado nesta quinta-feira.
A agência justifica esta decisão com o “sólido desempenho financeiro do clube nos últimos três anos”, impulsionado por uma base de receitas mais resiliente e uma gestão eficiente dos custos, nas suas palavras.
Além disso, destaca a “forte expansão comercial” do clube, apoiada pelo desempenho da Barça Licensing & Merchandising (BLM) e seu impacto positivo na diversificação geográfica.
ATRASO NO RETORNO AO ESTÁDIO A Morningstar DBRS indica que o retorno ao Spotify Camp Nou, com capacidade inicial para 62.000 lugares, foi adiado para março de 2026 (em comparação com a previsão anterior de agosto de 2025).
Embora este atraso reduza as receitas esperadas para o ano fiscal de 2026, a agência considera que o impacto será compensado por uma monetização do estádio “superior ao esperado” devido à hospitalidade, aos abonos e à entrada geral.
De acordo com o novo calendário, a agência estima que o estádio voltará a funcionar em plena capacidade (105.000 espectadores) no exercício de 2027, sendo a temporada 2027/2028 a primeira completa no recinto remodelado.
Apesar deste adiamento e dos riscos inerentes à construção, a DBRS mantém a tendência positiva, considerando que o clube conserva “flexibilidade suficiente” para gerir os desafios sem comprometer a sua solvência.
PREVISÃO DE RECEITAS Em relação às projeções financeiras, a empresa prevê que as receitas do FC Barcelona atinjam 1 bilhão de euros na temporada 2025/2026, graças à venda de ingressos e às receitas comerciais.
Para o exercício 2027/2028, com o estádio em pleno funcionamento, estima que o volume de negócios suba para 1,2 bilhão de euros.
Por outro lado, a agência projeta que o rácio de custos com o plantel se manterá controlado em uma média de 51% até 2029, seguindo as diretrizes de sustentabilidade financeira da União das Associações Europeias de Futebol (UEFA).
O resultado bruto de exploração (Ebitda), excluindo transferências, situar-se-ia perto dos 100 milhões de euros em 2027 e atingiria os 150 milhões a médio prazo.
REDUÇÃO DO ENDIVIDAMENTO Por fim, a análise prevê uma melhoria do endividamento financeiro do clube, impulsionada pelo aumento do Ebitday e pela amortização da dívida não relacionada com os estádios.
Especificamente, projeta-se que a relação dívida/Ebitda atinja uma média de cerca de 5,0 vezes nas próximas duas temporadas, para depois iniciar uma descida constante graças ao crescimento dos lucros e à amortização programada das obrigações.
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