MALAGA 20 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Junta de Andaluzia, Juanma Moreno (PP-A), qualificou nesta quarta-feira como "tardia" a reação do presidente do Governo, Pedro Sánchez, aos incêndios florestais que estão assolando parte da Espanha durante este mês de agosto, assim como a proposta de pacto de Estado para enfrentar a emergência climática que o chefe do Executivo ofereceu após esses incêndios, que, segundo o dirigente andaluz, deveria ter sido oferecida "há um ano" e com "conteúdo".
Essas são as ideias que Juanma Moreno levou às perguntas dos jornalistas em um atendimento à mídia em Málaga, no qual também defendeu que o presidente do governo deveria se deslocar para as áreas afetadas pelos incêndios em que "dezenas de milhares de hectares" foram "queimados", bem como que deixaram "perdas de vidas humanas".
"Estamos queimando há quase meio mês" na Espanha, e esses incêndios "exigem não apenas a presença dos presidentes das comunidades autônomas, mas também a presença do Presidente do Governo", porque são incêndios "supra-autônomos" que "ultrapassaram as fronteiras" de uma comunidade e se espalharam de uma região para outra; Por exemplo, "da Extremadura para Castilla-La Mancha e Castilla y León, e de Castilla y León para a Galícia, e da Galícia para Castilla y León, até mesmo para as Astúrias", disse o presidente da Junta, enfatizando que, nesses casos, "estamos falando de um problema de Estado nacional".
Segundo Moreno, esse cenário exige "não apenas a presença do Presidente do Governo, mas também os recursos que o Presidente representa", que andam "de mãos dadas com o exército" e que o líder nacional do PP, Alberto Núñez Feijóo, "solicitou dias antes", de acordo com o Presidente da Junta, que disse que Sánchez "levou muitos dias para reagir", e o fez quando "cinco ou seis dias de incêndios descontrolados já haviam passado em grande parte" do país.
Perguntado sobre a proposta de pacto de Estado apresentada por Sánchez, o presidente da Junta disse que é "sempre a favor de pactos, e pactos de Estado", mas acrescentou que "pactos vazios não podem ser úteis, não podem ser pactos reativos", que são oferecidos "como reação a uma grande catástrofe".
Nessa linha, ele ressaltou que "os pactos devem ser feitos antes que a catástrofe ocorra" e disse que o pacto proposto por Sánchez "seria muito bom, mas ele deveria tê-lo oferecido há um ano, e também com conteúdo", reiterou Moreno.
EM RESPOSTA AOS 'TWEETS' DE ÓSCAR PUENTE
Nessa linha, o presidente da Junta descreveu a reação do governo espanhol como "tardia", ao mesmo tempo em que criticou o fato de o ministro dos Transportes e Mobilidade Sustentável, Óscar Puente, ter se dedicado a publicar "tweets" neste verão, como se tivesse "muito tempo livre".
"Quando você tem muito tempo livre, às vezes você o gasta com seus hobbies", e "esse ministro tem um hobby, que é twittar, e ele tem muito tempo livre", disse Juanma Moreno, antes de acrescentar que "gostaria" que Óscar Puente "dedicasse muito mais tempo aos problemas que estamos tendo em termos de conexões ferroviárias, à falta de infraestrutura ferroviária que temos em nosso país, ao número de famílias que viram suas férias interrompidas e, portanto, suas ilusões, porque o trem não chegou a tempo de pegar o avião para suas férias", e que viram como foram "arruinadas muitas das ilusões de um ano inteiro", disse ele.
"Portanto, acho que menos 'tweets' e mais trabalho seriam mais interessantes", comentou Juanma Moreno, que, por outro lado, enfatizou que a Junta de Andaluzia aumentou "ano após ano" de seu tempo no governo o orçamento dedicado ao combate e à prevenção de incêndios, porque foi visto que, "como resultado da mudança climática e do aquecimento global, há obviamente um problema", por isso o governo andaluz agora dedica "quase 60%" de seu orçamento de prevenção de incêndios à prevenção de incêndios.
Ele acrescentou que isso significa que "contratamos bombeiros florestais durante todo o ano, que limpam as florestas durante o inverno, e isso provavelmente fez com que muitas áreas não tenham sido queimadas" neste verão na Andaluzia, disse ele.
Moreno também pediu aos conselhos locais que cumpram "seus planos rigorosamente" e advertiu que o governo regional "será muito vigilante e exigente com esses planos", que o Estado "também deve cumprir", assim como as comunidades autônomas, acrescentou.
De qualquer forma, o presidente andaluz observou que por trás de "mais de 90% dos incêndios que ocorrem em nosso país está a mão do homem, direta ou indiretamente", e "em uma alta porcentagem" dos casos são incêndios "intencionais".
O RELATÓRIO TAMBÉM PEDE UM "ENDURECIMENTO" DO CÓDIGO PENAL.
Por essa razão, continuou, as administrações também devem "colocar recursos na vigilância de pessoas que são reincidentes, que sabemos que são reincidentes", por meio das Forças de Segurança do Estado, e aproveitou a oportunidade para insistir em pedir "um endurecimento do Código Penal", porque, "quando um incendiário que incendiou uma floresta é pego, não pode ser que no final as penas sejam brandas, mas que tenham que ser penas exemplares", como defendeu.
Da mesma forma, Moreno destacou que "algumas diretrizes europeias e atuais" "dificultam a limpeza das florestas em algumas áreas protegidas" e, nesse sentido, disse que "seria razoável flexibilizar essa interpretação das normas para que também tenhamos uma maior disposição para limpar essas florestas de forma natural, inclusive com os próprios animais".
"Acredito que todos nós devemos refletir com força, seriedade e calma sobre a situação da Espanha", que é "um país cada vez mais quente, assim como o planeta, como resultado das mudanças climáticas, e onde todos nós temos que refletir sobre como podemos melhorar para evitar o que aconteceu neste verão, que é, sem dúvida, uma catástrofe absoluta e retumbante", como concluiu Juanma Moreno.
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