Publicado 06/02/2026 11:04

Moreno não descarta ampliar o perímetro de evacuação em Grazalema e pede calma aos proprietários das casas

Membros da UME trabalham na drenagem de água nas ruas e casas da localidade de Grazalema, em Cádiz, inundadas após a passagem da tempestade Leonardo. Em 4 de fevereiro de 2026, em Grazalema, Cádiz (Andaluzia, Espanha). A Unidade Militar de Emergência
Joaquín Corchero - Europa Press

HUÉTOR TAJAR (GRANADA), 6 (EUROPA PRESS)

O presidente da Junta da Andaluzia, Juanma Moreno, pediu para aguardar os relatórios geológicos dos técnicos do CSIC para avaliar quando as 1.600 pessoas de Grazalema (Cádiz) que na quinta-feira tiveram que ser evacuadas por risco de desabamento poderão voltar para suas casas, indicando que “poderia ser razoável” ampliar o perímetro de evacuação.

Em declarações aos jornalistas em Huétor Tajar (Granada), o presidente enviou uma mensagem de tranquilidade aos proprietários de casas e negócios de Grazalema, aos quais disse que “embora a vila esteja agora vazia”, há efetivos da Guarda Civil e outras forças de segurança do Estado “para que não haja qualquer tipo de pilhagem ou situação estranha”.

“Vamos ver se temos sorte e o relatório do CSIC, dos geólogos, é favorável o mais rápido possível e podemos devolver todas as famílias às suas casas”, comentou Moreno, que reconheceu que “é possível que durante alguns dias isso não seja possível”.

A este respeito, considerou que “até que esta chuva passe”, na quarta-feira, e “até que se possa fazer uma avaliação praticamente integral da situação geológica do solo, será muito difícil que possam regressar às suas casas”. Entretanto, continuou, “vai-se supervisionar se é necessário ampliar de alguma forma o perímetro”.

Em relação aos evacuados, informou que “a maioria” procurou acomodação com familiares da região e que “apenas 250 estão hoje hospedados em hotéis” de Ronda (Málaga), para onde todos foram encaminhados após abandonarem Grazalema, para de lá serem transferidos para os alojamentos estabelecidos.

“Eles estão razoavelmente bem dentro de uma circunstância muito adversa, como é o caso de abandonar sua casa, seu negócio”, comentou, esperando para ver nos próximos dias quais serão os resultados dos relatórios dos geólogos.

O presidente garantiu que se lembra “especialmente” das famílias com quem pôde falar na quinta-feira e dos idosos que “não queriam partir por razões lógicas, porque têm limitações de movimento, porque a sua casa é para eles o seu forte, a sua segurança, a zona mais segura onde podem viver, e com lágrimas nos olhos foram-se embora das suas casas”.

Assim, indicou que “aqueles que não vão conseguir dormir são aqueles que estão fora de casa, que deixaram algo tão querido como é a sua casa”, e que “hoje me lembrei de muitos deles”. Como disse, essas pessoas “passaram por momentos muito difíceis”, lembrando-se também da família da mulher desaparecida em Málaga, que “perdeu a vida” e cujos familiares “logicamente devem estar devastados”. “Estamos desde janeiro, um início de 2026 terrível na Andaluzia”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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