Publicado 19/01/2026 08:03

Moreno lamenta que "é mais do que provável" que o número de 39 mortos aumente.

O presidente da Junta da Andaluzia, Juanma Moreno (c), comparece à cabana municipal de Adamuz para atender à imprensa. Em 19 de janeiro de 2026, em Adamuz, Córdoba (Andaluzia, Espanha). O número de mortos subiu para 39, segundo informações...
Joaquin Corchero - Europa Press

ADAMUZ (CÓRDOBA), 19 (EUROPA PRESS)

O presidente da Junta da Andaluzia, Juanma Moreno, antecipou nesta segunda-feira que, “infelizmente”, o número provisório de 39 mortos contabilizados após o acidente ferroviário ocorrido no último domingo no município de Adamuz (Córdoba) “não vai ficar por aí” e “é mais do que provável” que aumente.

Foi o que indicou o chefe do Executivo andaluz em declarações à Canal Sur Televisión, recolhidas pela Europa Press, a partir de Adamuz, município para onde se deslocou no domingo à noite, após tomar conhecimento da gravidade do acidente.

Moreno explicou que se espera que ao longo da manhã desta segunda-feira, “por volta” das 13h, “seja possível instalar maquinaria pesada, guindastes”, para “levantar praticamente” os vagões 1, 2 e 3 do trem Alvia que “sofreu o pior deste acidente” com outro trem da companhia Iryo, de forma que, “previsivelmente, quando for levantado” esse conjunto de vagões, será possível encontrar “pessoas mortas debaixo, ao lado ou entre os destroços de ferro”.

Assim, o presidente indicou que, “até que a maquinaria pesada possa fazer seu trabalho e liberar os vagões da via”, os bombeiros e médicos legistas não poderão começar a “procurar e identificar” esses cadáveres ainda por localizar.

Por outro lado, Moreno explicou que ainda não conseguiu falar diretamente com os familiares das vítimas do acidente, bem como que atualmente permanecem internadas na unidade de cuidados intensivos (UCI) onze pessoas em quatro hospitais de Córdoba, entre as quais se encontra uma criança cuja vida “não corre perigo” e que “evolui favoravelmente”, tal como “o resto” dos internados, segundo ele mesmo salientou com base nas informações de que dispõe, o que o leva a ter “esperança de que se recuperem o mais rapidamente possível”. Por fim, Moreno insistiu em transmitir uma mensagem de “confiança” na segurança das viagens de comboio, apesar deste acidente, e em sublinhar que, neste momento, o trabalho está centrado na "identificação das pessoas falecidas, para que se possa comunicar o mais rapidamente possível aos seus familiares, porque sabemos que estão a viver uma situação terrível de angústia", à qual, "quanto mais cedo pudermos pôr fim, melhor para todos eles", reforçou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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