TURRE (ALMERÍA), 10 (EUROPA PRESS)
O presidente do Governo da Andaluzia, Juanma Moreno, classificou o incêndio florestal que eclodiu nesta quinta-feira em Los Gallardos (Almería) como “um dos mais rápidos e complexos dos últimos anos”. As chamas estão afetando cerca de 3.200 hectares e causaram a morte de doze pessoas e deixaram oito feridos.
“Há uma grande extensão de matagal, tudo está seco em consequência das ondas de calor que tivemos e é um combustível perfeito que, junto com o vento, se transforma em uma bomba-relógio no que diz respeito aos incêndios”, afirmou nesta sexta-feira em uma coletiva de imprensa no posto de comando avançado instalado em Turre (Almería).
Moreno definiu como principal objetivo “evitar que haja novas vítimas”, por isso fez um apelo para que se sigam “sempre as recomendações das autoridades”, especialmente devido às condições variáveis e às complicações causadas pelas chamas.
Além disso, informou que a Guarda Civil está vasculhando uma das áreas afetadas pelo incêndio para entrar em algumas das casas que ficaram carbonizadas a fim de “ver o que encontramos lá dentro”.
“Sabíamos que este verão seria um dos mais difíceis e vai ser mesmo, devido às chuvas intensas que tivemos no inverno, que resultaram, na primavera, no crescimento de vegetação rasteira, que, com as ondas de calor, foi secando e se transformou em combustível perfeito para os incêndios”, destacou.
O presidente da Junta defendeu a decisão de não enviar mensagens ES-Alert à população da área afetada pelo incêndio. Moreno transmitiu a explicação dos técnicos, que apontaram que seriam enviadas informações “contraditórias”.
“Havia casos em que era preciso permanecer em casa e outros em que as pessoas precisavam sair de casa. E, nos casos em que precisavam sair de casa, como me explicaram, nem mesmo as rotas eram as mesmas; portanto, enviar uma única mensagem geraria confusão”, indicou.
Além disso, o presidente da Junta garantiu que “nem todas as áreas tinham cobertura” e que, devido ao incêndio, a conexão havia sido interrompida em três estações base. Nesse sentido, Moreno destacou o trabalho realizado pela prefeitura da localidade e pelos serviços de segurança por “alertar pessoalmente” em áreas “muito dispersas”.
Moreno lembrou que duas das pessoas falecidas “não deram ouvidos” aos avisos do prefeito de Bédar, que chegou a ir pessoalmente “de porta em porta” para alertar os moradores sobre o incêndio.
“Os técnicos nos recomendaram que isso poderia gerar muito mais confusão do que resultados positivos. Por essa razão, segundo me explicaram, a mensagem não foi acionada”, ressaltou.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático