Francisco J. Olmo - Europa Press
SEVILHA 13 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente da Junta e candidato do PP-A à reeleição, Juanma Moreno, afirmou nesta quarta-feira que os estatutos de autonomia e a Constituição estão “acima” da prioridade nacional defendida pelo Vox e que isso não passa de um “slogan de campanha”.
“O slogan de campanha, que me parece muito sensacionalista, a prioridade nacional, é muito bom, mas há uma coisa que está acima da prioridade nacional que se chama lei orgânica do estatuto de autonomia e Constituição Espanhola, e isso não pode ser superado por nenhum presidente regional, nem por nenhum líder político, nem por nenhum acordo entre partidos”, indicou Juanma Moreno, em declarações à Onda Cero, divulgadas pela Europa Press.
Ele se referiu assim ao fato de que nos acordos firmados pelo PP com o Vox nas comunidades da Extremadura e de Aragão está incluída essa prioridade nacional exigida pelo partido de Santiago Abascal.
Quanto ao fato de esses acordos preverem que a comunidade não acolherá mais menores migrantes desacompanhados, Juanma Moreno destacou que tem a “máxima consideração pelos menores” e que é preciso lhes dar assistência.
“É preciso ter instrumentos para que esses jovens estejam bem e não ocorram conflitos entre eles, o que já aconteceu, nem problemas com vizinhos, porque é aí que começam os problemas de convivência e onde alguns se aproveitam desses problemas para ampliá-los”, afirmou Juanma Moreno.
Ele indicou que a Andaluzia está operando a 100% de sua capacidade no acolhimento desses menores e repreendeu o governo central por não “dialogar” e por haver uma “imposição” sobre a distribuição desses menores entre as comunidades, deixando “de fora” o País Basco e a Catalunha, o que “não é razoável nem sensato”.
Moreno afirmou que foram enviadas para a Andaluzia, como menores, 700 pessoas que, na verdade, tinham mais de 18 anos, o que gerou um “problema social”, fruto de um “engano” do governo central.
“A improvisação só serve para gerar problemas de convivência, o que só serve para beneficiar um determinado partido político e também para beneficiar outro partido específico, que é o partido governamental, e nessa estratégia está (Pedro) Sánchez”, destacou.
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