Publicado 13/05/2026 05:41

Moreno: "O Estatuto e a Constituição estão acima da prioridade nacional; nenhum acordo entre partidos pode se sobrepor a eles"

O presidente do PP-A e candidato à reeleição como presidente da Junta, Juanma Moreno, participa da sessão de perguntas feitas pelo correspondente da Europa Press Andaluzia, Francisco Morón, no âmbito do ciclo eleitoral organizado pela agência
Francisco J. Olmo - Europa Press

SEVILHA 13 maio (EUROPA PRESS) -

O presidente da Junta e candidato do PP-A à reeleição, Juanma Moreno, afirmou nesta quarta-feira que os estatutos de autonomia e a Constituição estão “acima” da prioridade nacional defendida pelo Vox e que isso não passa de um “slogan de campanha”.

“O slogan de campanha, que me parece muito sensacionalista, a prioridade nacional, é muito bom, mas há uma coisa que está acima da prioridade nacional que se chama lei orgânica do estatuto de autonomia e Constituição Espanhola, e isso não pode ser superado por nenhum presidente regional, nem por nenhum líder político, nem por nenhum acordo entre partidos”, indicou Juanma Moreno, em declarações à Onda Cero, divulgadas pela Europa Press.

Ele se referiu assim ao fato de que nos acordos firmados pelo PP com o Vox nas comunidades da Extremadura e de Aragão está incluída essa prioridade nacional exigida pelo partido de Santiago Abascal.

Quanto ao fato de esses acordos preverem que a comunidade não acolherá mais menores migrantes desacompanhados, Juanma Moreno destacou que tem a “máxima consideração pelos menores” e que é preciso lhes dar assistência.

“É preciso ter instrumentos para que esses jovens estejam bem e não ocorram conflitos entre eles, o que já aconteceu, nem problemas com vizinhos, porque é aí que começam os problemas de convivência e onde alguns se aproveitam desses problemas para ampliá-los”, afirmou Juanma Moreno.

Ele indicou que a Andaluzia está operando a 100% de sua capacidade no acolhimento desses menores e repreendeu o governo central por não “dialogar” e por haver uma “imposição” sobre a distribuição desses menores entre as comunidades, deixando “de fora” o País Basco e a Catalunha, o que “não é razoável nem sensato”.

Moreno afirmou que foram enviadas para a Andaluzia, como menores, 700 pessoas que, na verdade, tinham mais de 18 anos, o que gerou um “problema social”, fruto de um “engano” do governo central.

“A improvisação só serve para gerar problemas de convivência, o que só serve para beneficiar um determinado partido político e também para beneficiar outro partido específico, que é o partido governamental, e nessa estratégia está (Pedro) Sánchez”, destacou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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