Publicado 27/03/2026 06:20

Moreno acredita que “o sistema falhou” no caso de Noelia e que é preciso “revisá-lo” diante do “desafio” da saúde mental

O presidente da Junta da Andaluzia, Juanma Moreno, participa da cerimônia oficial de lançamento da primeira pedra do Hospital Materno-Infantil Juan Ramón Jiménez, em Huelva. 18 de março de 2026. (Foto de arquivo).
María José López - Europa Press

SEVILHA 27 mar. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Junta da Andaluzia, Juanma Moreno (PP-A), afirmou nesta sexta-feira que é preciso “revisar” o sistema que, em seu “conjunto”, “fracassou” no caso de Noelia Castillo, a jovem de 25 anos de Barcelona que sofria de paraplegia e que, na última quinta-feira, recebeu eutanásia em um hospital de Sant Pere de Ribes (Barcelona), além de ter destacado que a saúde mental constitui atualmente “um desafio enorme” a ser enfrentado pelas autoridades.

São ideias que o presidente da Andaluzia compartilhou em uma entrevista à Es Radio, divulgada pela Europa Press, na qual, ao ser questionado sobre a forma como a Junta da Andaluzia lida com as questões relativas à saúde mental no contexto do caso dessa jovem, ele assinalou que esse assunto constitui “um dos desafios que temos pela frente como sociedade”.

Além disso, ele opinou que “todos temos a sensação de que o sistema como um todo falhou” no caso de Noelia no que diz respeito às “diferentes capacidades que a administração pública deve ter em matéria de saúde mental, de acompanhamento, de aconselhamento, e também no âmbito social”, acrescentou.

Moreno defendeu, então, “fazer uma revisão rigorosa e intensa sobre quais são os procedimentos” que uma administração possui “para ajudar as pessoas que têm problemas”, e explicou que, a partir da Junta da Andaluzia, está sendo realizada “uma ação conjunta entre o âmbito social e o âmbito psicológico da saúde mental”.

Nesse ponto, o presidente da Junta assinalou que, em sua opinião, existe atualmente “uma pandemia no âmbito da saúde ou do bem-estar mental dos jovens”, e, a esse respeito, argumentou que, desde a pandemia da Covid-19, tem-se observado “como muitos adolescentes, em consequência desse isolamento a que foram forçados, desenvolveram patologias mentais, algumas delas muito complicadas”.

“Isso, aliado a uma sociedade individualista como a que, infelizmente, estamos construindo, onde há cada vez menos cooperação, também devido às próprias redes sociais, que de certa forma geram muitas frustrações em muitos jovens e muita solidão, muito isolamento, apesar de estarem em uma comunidade digital”, faz com que haja jovens que “se sintam ainda mais sozinhos”.

Moreno defendeu que o Governo da Andaluzia está desenvolvendo “um projeto-piloto” que passa pela “conjunção dos serviços sociais para aquelas pessoas” cujas famílias “não estão enraizadas ou estão desestruturadas, e que poderiam potencialmente ter problemas de saúde mental”, e a quem é prestado “um acompanhamento, não apenas fornecendo-lhes as ajudas e os recursos para que essa pessoa possa subsistir de maneira digna, mas também, ao mesmo tempo, acompanhando-a diante da falta de afeto e carinho que sentem em etapas evolutivas tão importantes como a infância e a adolescência”.

Em suma, Moreno concluiu afirmando que acredita que “há todo um desafio enorme pela frente”, que “o sistema falhou e, diante desse fracasso”, é preciso “revisar todo o sistema, investir muito mais recursos e, acima de tudo, garantir que esses recursos estejam mais interligados” para resolver a “falta” de “coordenação” que, na opinião do presidente da Andaluzia, ocorre nesse âmbito.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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