Jorge Gil - Europa Press - Arquivo
Contrasta a forma de agir do PSOE com a do PP e critica que o primeiro edil de Jérica “continue sendo prefeito”. VALÊNCIA 7 mar. (EUROPA PRESS) -
A secretária-geral do PSPV-PSOE, Diana Morant, mostrou-se “muito orgulhosa” após a expulsão do prefeito de Almussafes (Valência), Toni González, ao mesmo tempo em que destacou que o Partido Socialista está “do lado certo da história”.
Foi assim que Diana Morant se expressou, em resposta a perguntas dos jornalistas, depois que o PSOE anunciou nesta sexta-feira a expulsão do prefeito de Almussafes, contra quem já havia sido aberto um processo após denúncias contra ele apresentadas por duas funcionárias municipais por assédio sexual e laboral. Segundo confirmaram fontes socialistas à Europa Press, a medida — avalada pela Secretaria de Organização do partido, salientam — é tomada tendo em conta também os comentários que o primeiro edil tem vindo a fazer nas últimas semanas, nos quais “revictimizava” as denunciantes.
Como apontou Diana Morant, “o Partido Socialista tem 146 anos de história e nasceu com valores que se mantiveram ao longo do tempo, um deles é a igualdade real entre homens e mulheres”. Nesse ponto, ela comentou que “ao longo de todos esses 146 anos, fomos fiéis a esse valor e desenvolvemos as políticas mais avançadas da Europa e, muitas vezes, do mundo em matéria de igualdade e feminismo”.
Da mesma forma, ela relatou “exemplos” de quando o PSOE governou, como “o aumento do salário mínimo interprofissional, do qual seis em cada dez pessoas beneficiadas são mulheres, as licenças de paternidade e maternidade, que neste país já se paga o mesmo salário a uma mulher e a um homem pelo mesmo trabalho e ainda há muita luta pela frente, que, certamente, estamos dispostos a travar”.
Mas, ressaltou, “ser militante de um partido lhe dá direitos, mas também obrigações, e uma das obrigações de qualquer militante é cumprir e honrar esses valores do partido”. Dito isso, ela insistiu: “No momento em que os valores do Partido Socialista não são honrados e, certamente, se falamos de assédio a mulheres, esses valores não são honrados, o partido tem a capacidade de suspender ou expulsar da militância quem considerar”.
Por isso, a líder socialista mostrou “todo o meu orgulho” por um partido “que continua a defender os valores fundacionais e que continua sempre do lado certo da história”.
Questionada sobre a “carta de adesão” ao prefeito de Almussafes assinada por diferentes militantes socialistas e “que era crítica à atuação do PSPV”, Morant convidou “qualquer militante do Partido Socialista a ler os estatutos e a ler o que significa ser militante do Partido Socialista”.
“Se foi necessário que uma secretária-geral mulher viesse para o PSPV para que todos nesta organização soubessem que não há mais lugar para assediadores, cafetões e essas velhas formas de fazer política, então aqui estamos. É preciso sempre escolher o lado certo”, reforçou, para sublinhar que, neste caso, há vítimas denunciantes, mas também há outras “vítimas colaterais” e “ficou comprovado que a conduta deste militante em particular não correspondia ao Partido Socialista”. PREFEITO DE JÉRICA
Nesse ponto, ele criticou o Partido Popular “por fazer exatamente o contrário” do Partido Socialista porque, segundo ele, há um prefeito em Castellón, em Jérica, “que está sendo investigado por assédio sexual a dois menores de idade e continua lá como prefeito”.
“Ele continua como prefeito, continua sendo militante do PP e o Partido Popular de Juanfran Pérez Llorca e Alberto Núñez Feijóo o aplaudem, o abraçam e o protegem”, apontou, ao mesmo tempo em que defendeu que o PSOE “não protege os assediadores”.
Assim sendo, quando questionada se “teme” que Toni González crie outro partido por conta própria, Morant indicou que não se baseia “em termos eleitorais”: “Eu não conto votos”. “O que importa aqui é de que lado estamos. É claro que, no Partido Socialista, estamos do lado das vítimas e nunca dos assediadores”, concluiu.
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