Alberto Ortega - Europa Press
BARCELONA 13 out. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Ciência, Inovação e Universidades, Diana Morant, disse na segunda-feira que sua "obsessão" é que as comunidades autônomas cumpram suas exigências de financiamento para as universidades públicas e criticou o fato de que as comunidades não cobrem seus custos fixos.
Ela disse isso em uma entrevista ao jornal 'La Vanguardia', captada pela Europa Press, quando perguntada sobre a decisão da Comunidade de Madri de contestar o decreto que inclui a Lei Orgânica do Sistema Universitário (LOSU), pela qual os centros recebem 1% do PIB.
Ela criticou o fato de que a região, segundo ela, financia por aluno 20 pontos abaixo da média espanhola e quer exigir que as universidades públicas obtenham 30% de financiamento de entidades privadas se quiserem financiamento público: "Ayuso está dando o golpe final. Ela sempre fala sobre liberdade, mas em sua lei ela tira a liberdade de escolha".
Ele garantiu que o governo seguirá uma política de confronto com as comunidades que, em suas palavras, estão maltratando as universidades públicas "para que seus comparsas possam certamente fazer negócios".
Sobre a questão do gasto de 1% do PIB, ela disse que "não se trata tanto de atingir" o número, mas, em sua opinião, de chegar a parâmetros completos, já que cobrir os custos fixos é, para ela, um mínimo - ela destacou que nenhuma comunidade cobre 100% dos custos fixos de suas universidades.
CONDIÇÕES PARA OS CIENTISTAS
Questionada sobre o que o sistema científico precisa melhorar, ela enfatizou que "as condições para os cientistas precisam ser melhoradas".
"Acho que agora é a hora das pessoas. Desde 2018, há 25% mais cientistas trabalhando em nosso país. Talvez o problema agora não seja a falta de cientistas", disse ela.
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