Ilia Yefimovich/dpa - Arquivo
MADRID 7 set. (EUROPA PRESS) -
Moradores da cidade de Umm al Fahm, localizada no distrito israelense de Haifa, criticaram o ministro da Segurança, o ultradireitista Itamar Ben Gvir, no domingo, durante uma visita à cidade, onde ele viajou com uma grande força policial.
Alguns dos presentes atacaram o ministro, acusando-o de "destruir o país". "O senhor destruiu tudo. Nós seguimos a lei melhor do que o senhor", disse um dos moradores de Umm al Fahm, que tem maioria árabe.
"Somos os proprietários desta terra", disse ele, acusando o ministro de "negligência" e incitando a "matança de árabes" nas cidades israelenses: "Quando árabes são mortos, você não se importa.
Na última semana, onze árabes israelenses foram mortos em todo o país em uma onda de crimes. Políticos e líderes árabes acusaram Ben Gvir de agir com "negligência deliberada" e lamentaram a falta de ação policial para "solucionar os assassinatos de árabes".
Ben Gvir, por sua vez, disse que a cidade havia passado por "três décadas de ilegalidade". "A lei está finalmente sendo imposta, aqui e em toda parte. Estou impressionado com o trabalho das forças de segurança e espero uma ação mais enérgica para lidar com aqueles que violam a lei", disse ele, referindo-se à construção ilegal na área.
O prefeito da cidade, Samir Mahamid, protestou contra a visita do ministro e o acusou de não contar com as autoridades locais para coordená-la. "Ele veio para mostrar divisão e ódio", disse, chamando a visita de "ato cínico de propaganda".
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