Eduardo Parra - Europa Press
MADRID 9 abr. (EUROPA PRESS) -
A primeira vice-presidente e ministra da Fazenda, María Jesús Montero, negou que exista um acordo tarifário que "beneficie" Junts ou a Catalunha, e destacou que isso foi o que o ministro da Economia, Carlos Cuerpo, disse ao vice-secretário de Economia do PP, Juan Bravo, na terça-feira. Dito isso, ele acusou o PP de tentar encontrar uma "desculpa" para se desassociar e pediu que ele esclarecesse se apoiará no Congresso o decreto real aprovado pelo governo para lidar com a crise tarifária.
"Está claro que não há nenhum tipo de acordo que beneficie um partido ou território em detrimento de outro. Acredito que o ministro do Corpo de Bombeiros teve a oportunidade de conversar ontem com um de seus representantes políticos e transmitiu isso a ele", afirmou Montero na sessão de controle do governo na sessão plenária do Congresso.
O secretário-geral do PP, Cuca Gamarra, censurou o governo por aproveitar a crise tarifária que "prejudica tantos setores e tantos milhões de espanhóis para beneficiar Junts", depois que o partido pró-independência anunciou na terça-feira que 25% da ajuda antitarifária será destinada à Catalunha.
"Quando você tem que escolher entre a Espanha e seus parceiros, você sempre escolhe o último, seus parceiros. Se fizer isso novamente, não contará conosco", advertiu Gamarra a Montero, que mais uma vez pediu demissão.
MONTERO PEDE PARA SABER EM QUE O PP VOTARÁ NO CONGRESSO
Por sua vez, a vice-presidente do governo acusou o governo de tentar "procurar uma desculpa para votar contra as medidas que o governo pretende implementar para nos proteger das medidas tarifárias", tendo em vista o debate de validação no Congresso a ser realizado nas próximas semanas.
"A pergunta que os espanhóis estão se fazendo é se vão votar a favor do povo espanhol ou se vão fazer o que sempre fazem e tentar tirar proveito político partidário de uma situação em que o país como um todo exige a unidade das forças políticas", questionou Montero à bancada do Grupo Popular.
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