MADRID 31 mar. (EUROPA PRESS) -
A primeira vice-presidente e vice-secretária geral do PSOE, María Jesús Montero, insistiu que a presunção de inocência não deve nos impedir de rejeitar o interrogatório sistemático de mulheres vítimas de agressão.
"O que eu queria dizer e o que mantenho é que a presunção de inocência não deve nos impedir de expressar nossa rejeição ao interrogatório sistemático de mulheres vítimas de agressão e machismo", disse ela em uma mensagem no X, relatada pela Europa Press.
Essas são as primeiras palavras da líder socialista depois de ter dito, no sábado passado, que a sentença do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha (TSJC) que absolveu o ex-jogador de futebol Daniel Alves de um crime de agressão sexual, depois de outra sentença anterior que o condenou, é "uma vergonha".
As palavras de Montero levaram todas as associações de juízes e promotores a publicar um comunicado conjunto no qual pedem respeito à presunção de inocência. E nesta segunda-feira, de Ferraz, fontes socialistas disseram que suas palavras foram o resultado da impotência que a sentença produziu nele, embora tenham admitido que ele poderia se explicar melhor.
A "número dois" do PSOE também assegurou que não aceita "lições ou deturpações do PP" e considera o partido de Alberto Núñez Feijóo o menos apropriado para falar quando disse que o Tribunal Constitucional é o "câncer do Estado de Direito, gabou-se de controlar a segunda câmara do Supremo Tribunal pela porta dos fundos ou afirmou que o Gürtel era uma conspiração contra o PP", como indicou em outra mensagem.
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