Publicado 20/02/2026 07:41

Montero defende que Marlaska "não hesitou nem um minuto" em afastar o DAO e que é falso que ele tivesse conhecimento da denúncia ant

A vice-presidente primeira do Governo e ministra das Finanças, María Jesús Montero, intervém durante uma nova edição dos cafés informativos da Europa Press Andaluzia. A 20 de fevereiro de 2026, em Sevilha (Andaluzia, Espanha). Europa Press Andaluzia
Rocío Ruz - Europa Press

MADRID 20 fev. (EUROPA PRESS) -

A vice-presidente primeira e ministra das Finanças, María Jesús Montero, considera “terrível” a denúncia por assédio sexual contra o já ex-diretor adjunto operacional (DAO) da Polícia Nacional, José Ángel González, e defendeu a atuação do ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, que, segundo ela, não tinha conhecimento prévio dos fatos e “não hesitou nem um minuto” em afastá-lo.

Montero fez estas declarações esta sexta-feira nos Desayunos de Europa Press Andalucía, em Sevilha, onde garantiu que é “falso” que Marlaska tivesse conhecimento prévio do que aconteceu, como denunciou o Partido Popular esta quarta-feira no Congresso dos Deputados. “O próprio advogado da vítima teve de sair a dizer que é falso que o senhor Marlaska tivesse conhecimento deste caso”, sublinhou.

Ao ser questionada sobre a possível responsabilidade do ministro do Interior, ela garantiu que “não pensou por um minuto” e “imediatamente” pediu a demissão do “número dois” da Polícia Nacional, assim que tomou conhecimento da denúncia, que relata um episódio de agressão sexual.

González foi denunciado por uma subordinada, agente da Polícia, que o acusa de tocamientos e comportamentos violentos de natureza sexual na residência oficial do comando. Os fatos teriam ocorrido depois que a mulher terminou o relacionamento que mantinham. “O que mais o senhor Marlaska poderia fazer?”, reiterou Montero, em defesa de seu colega no Conselho de Ministros, alegando que, no mesmo dia em que tomou conhecimento dos fatos “deploráveis” e incompatíveis com o cargo de DAO, pediu sua saída.

ACUSA O PP DE NÃO ACREDITAR NAS VÍTIMAS A também líder dos socialistas andaluzes e candidata às próximas eleições autônomas considera que o caso é “terrível” porque diz respeito a uma pessoa que “representa a autoridade” e que “tem poder”.

Além disso, rejeitou as críticas e pedidos de demissão lançados pelo PP e repreendeu-os por manterem no cargo os presidentes da Câmara de Móstoles e Algeciras, ambos denunciados por assédio sexual.

Montero critica os partidários de Alberto Núñez Feijóo por, apesar de conhecerem esses casos, não darem “credibilidade” aos depoimentos das denunciantes, enfatizando que “há provas de que se sabia”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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