Publicado 14/05/2026 04:58

Montero defende que a Guarda Civil tenha o "reconhecimento" necessário para desempenhar suas funções com "segurança"

A secretária-geral do PSOE-A e candidata à Presidência do Governo da Andaluzia, María Jesús Montero, fala com a imprensa antes de se reunir com a secretária-geral do CCOO-A, Nuria López, em Sevilha. (Foto de arquivo).
Rocío Ruz - Europa Press

SEVILHA 14 maio (EUROPA PRESS) -

A secretária-geral do PSOE-A e candidata à Junta da Andaluzia, María Jesús Montero, afirmou nesta quinta-feira que concorda que os agentes da Guarda Civil, a quem se referiu como “funcionários públicos”, recebam “todo o reconhecimento que lhes permita desempenhar suas funções em condições de segurança, e também que, caso ocorra algum tipo de incidente no cumprimento do dever, recebam igualmente todo esse reconhecimento".

A vice-secretária-geral do PSOE e ex-primeira vice-presidente do Governo se pronunciou dessa forma em entrevista à Canal Sur Radio, acompanhada pela Europa Press, ao ser questionada se apoia que a Guarda Civil e a Polícia Nacional sejam consideradas profissões "de risco".

Montero destacou que é a favor do “reconhecimento” que permita aos agentes desempenhar suas funções em “condições de segurança”, além de defender que “a cooperação é fundamental” e que devemos agir “todos juntos”, bem como respeitar “a dignidade dos familiares, das vítimas e das pessoas que, em determinado momento, se encontram nessa situação”, pois acredita que “não é necessário causar dor adicional”.

Da mesma forma, após as recentes mortes de dois guardas civis enquanto tentavam combater o tráfico de drogas na costa de Huelva, a candidata socialista defendeu que o governo de Pedro Sánchez “levou muito a sério, desde o primeiro dia, desde 2018, a luta contra o tráfico de drogas, fundamentalmente naquela época no Campo de Gibraltar, que era a zona onde se concentrava a maior atividade desse crime organizado".

Nessa linha, ela destacou que “a primeira medida proposta” pelo Governo da Espanha naquela época foi “um plano especial” com o qual foram tomadas diferentes medidas, bem como um “reforço de pessoal” e um “comando operacional único”, para que “houvesse uma cooperação real entre todos os corpos e forças que atuam nesse território, de modo a tornar mais eficaz a luta” que levam a cabo.

De cara às eleições andaluzas deste domingo, 17 de maio, María Jesús Montero destacou que a Junta da Andaluzia “não tem competência” sobre essas questões relacionadas às condições das forças de segurança, como a Guarda Civil, embora tenha ressaltado que, na “luta contra o tráfico de drogas”, ela pode atuar em outras vertentes, como a “assistência a pessoas dependentes de drogas”.

A esse respeito, a candidata socialista assinalou que “não é admissível” a situação de “listas de espera” que se verifica para “a admissão de pessoas nos centros de desintoxicação, nas unidades que permitem libertar-se” do vício em drogas, e, a esse respeito, denunciou que, por parte do Governo andaluz de Juanma Moreno, “foram retiradas subvenções a associações de dependentes químicos”.

Além disso, ela destacou que outro campo em que a Junta da Andaluzia poderia atuar é o do “ordenamento do território”, e, a esse respeito, chamou a atenção para o fato de que “há traficantes de drogas que ergueram verdadeiras fortalezas, castelos em locais onde não é permitido construir”.

“É aí que a Junta da Andaluzia tem muito a fazer, para tentar desmantelar uma estrutura ilegal erguida em terrenos ilegais”, e onde os traficantes de drogas “têm todo tipo de comodidades e vantagens”, conforme alertou Montero.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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