JOAQUÍN CORCHERO/EUROPA PRESS
SEVILHA, 24 mar. (EUROPA PRESS) -
A primeira vice-presidente e ministra da Fazenda, Maria Jesús Montero, garantiu nesta terça-feira que o projeto de Orçamento Geral do Estado (PGE) está “pronto” para ser apresentado, mas caberá à pessoa que a substituir no governo fazê-lo.
Em sua primeira intervenção após a convocação oficial das eleições na Andaluzia, nas quais será a candidata do PSOE, Montero defendeu que concluiu sua tarefa no Governo de Pedro Sánchez — tanto com o PGE quanto com o decreto anticrise devido à guerra no Irã, que será aprovado nesta quinta-feira no Congresso.
Em uma coletiva de imprensa na sede do PSOE em Sevilha, ao ser questionada se sua saída do Executivo poderia atrasar a apresentação das novas Contas Gerais, ela indicou que o PGE está pronto para ser apresentado, mas será seu substituto quem o fará, pois ela deixará o governo de Pedro Sánchez de forma “imminente”.
PRIORIDADE EM HABITAÇÃO E INFRAESTRUTURAS
“Concluí minha tarefa no Governo da Espanha, deixei o trabalho realizado”, defendeu, reiterando que o mais importante é levá-los adiante com o apoio dos parceiros parlamentares. “Mas será a pessoa que me substituir quem os apresentará”, assinalou.
O novo ministro ou ministra da Fazenda, diz a ainda “número dois” do governo e do partido, é quem apresentará esses novos orçamentos que têm como prioridades, ressalta ela, as principais preocupações dos cidadãos: “a habitação, a formação profissional ou as infraestruturas”, conforme indicou. “São contas públicas que vale a pena ver”, concluiu.
Quanto ao decreto-lei real para amenizar os efeitos da guerra no Irã, Montero defendeu que ele foi elaborado “em tempo recorde” e graças à experiência acumulada em crises anteriores. Espera, portanto, que conte com o apoio majoritário dos grupos parlamentares que devem aprová-lo nesta quinta-feira na Câmara dos Deputados.
MONCLOA VAI LEVAR UM TEMPO
O Executivo havia se comprometido a aprovar o projeto de Orçamento Geral do Estado no primeiro trimestre do ano, mas, finalmente, será preciso esperar mais porque, segundo argumenta o Executivo, a guerra pode alterar o quadro macroeconômico, os números de crescimento econômico, consumo etc... necessários para elaborar um orçamento ajustado à realidade.
Ainda nesta terça-feira, a porta-voz Elma Saiz afirmou que o Governo vai “dar um tempo” para analisar esses efeitos, embora, insistiu, mantenha o compromisso de levar o PGE ao Congresso.
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