María José López - Europa Press
SEVILHA 6 jul. (EUROPA PRESS) -
A secretária-geral do PSOE-A, María Jesús Montero, afirmou que “se arrepende de ter confiado” no ex-presidente da Sociedade Estatal de Participações Industriais (SEPI), Vicente Fernández, e defendeu que “ninguém” a alertou sobre as supostas atividades de Fernández após o término de seu mandato.
“Quando uma pessoa te decepciona, você se arrepende de ter confiado nela, mas naquele momento não havia nenhum indício; muito pelo contrário: ele era o primeiro da turma, advogado do corpo de advogados da Junta da Andaluzia, já havia atuado como auditor da Junta da Andaluzia; sem dúvida, o currículo falava por si”, afirmou ela em entrevista nesta segunda-feira no programa “Hoy por Hoy”, da emissora Cadena Ser.
Além disso, Montero destacou que as atividades investigadas ocorreram “dois anos depois de ele ter saído da SEPI” e indicou que as investigações apontam que Fernández “está metido em tudo”.
“Os autos são bastante claros, bastante contundentes”, ressaltou, ao mesmo tempo em que indicou que, recentemente, a sentença do ‘caso das máscaras’ “absolveu” seu ex-chefe de gabinete.
“Não é novidade que essa pessoa tenha sido absolvida, porque, de fato, como vínhamos afirmando, ela não havia feito absolutamente nada. É mais um servidor público impecável”, comentou a líder dos socialistas andaluzes sobre a absolvição de Carlos Moreno.
Nessa linha, Montero defendeu o “profissionalismo e os valores” da atual presidente da SEPI, Belén Gualda, ao mesmo tempo em que garantiu que “não tinha conhecimento” das possíveis irregularidades no entorno de Leire Díez e Vicente Fernández.
“Quem me conhece sabe que eu imediatamente me coloco à obra para descobrir se há algo acontecendo”, afirmou ela, ressaltando que o problema decorre de “um grupo de pessoas oportunistas, que não possuem nenhum tipo de valor, que se desviam totalmente do que significa trabalhar para um governo socialista”.
Sobre a situação do ex-presidente do Governo, José Luis Rodríguez Zapatero, Montero insistiu que “espera que ele dê as explicações cabíveis” e reafirmou que o processo administrativo relativo ao resgate da empresa Plus Ultra está “bem elaborado”.
“Foi analisado de todas as formas, por todas as instâncias e por todas as entidades administrativas. Insisto: a priori, é um processo bem elaborado e que não apresenta nenhuma irregularidade, e isso não é obstáculo para que alguém tenha querido comprar ou vender influência e tenha dado a entender que isso aconteceu graças a ele ou a ela”, destacou.
Diante da situação atual do governo central, Montero defendeu a continuidade da legislatura e insistiu em “continuar trabalhando para recuperar a confiança dos grupos da Câmara”.
“Enquanto houver um projeto político capaz de melhorar a vida das pessoas e que possa continuar sendo desenvolvido, temos que fazê-lo por mandato popular”, ressaltou.
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