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Rebelo de Sousa reúne os três maiores partidos na terça-feira para testar as opções de governo
MADRID, 19 maio (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro interino de Portugal, Luís Montenegro, saiu no domingo como o claro vencedor das eleições parlamentares como porta-bandeira da coalizão conservadora Aliança Democrática (AD), mas mais uma vez ficou aquém da maioria absoluta e dependerá de um bloco de oposição para lhe dar uma mão, em um contexto marcado pela impossibilidade de voltar às urnas até meados de 2026.
A Assembleia da República é composta por 230 assentos, o que significa que o número mágico para dominar o cenário político português é 166. A AD, liderada pelo Partido Social Democrata (PSD) de Montenegro, obteve pelo menos 89 deputados - com o voto estrangeiro ainda a ser contado - e o líder conservador apelou à responsabilidade dos outros partidos para que possa formar um governo minoritário.
"Parece não haver outra solução", proclamou ele na noite de domingo após ser declarado vencedor, em um discurso no qual disse que "o povo quer este primeiro-ministro e não outro" e, portanto, espera "respeito" e "diálogo" da oposição. No entanto, ele enfrenta uma oposição que ainda não foi definida.
O Chega, de extrema direita, enfrenta agora um Partido Socialista (PS) em declínio como alternativa, com 58 cadeiras cada. O líder socialista, Pedro Nuno Santos, renunciou na mesma noite da eleição, o que significa que seu partido agora está enfrentando um processo de renovação interna no qual terá que decidir o nível de apoio que dará ao futuro governo montenegrino.
O PSD sempre descartou uma coalizão com a extrema direita, portanto, em princípio, o "senso de estado" proposto por Montenegro significa que sua sobrevivência depende da falta de uma alternativa. De acordo com o primeiro-ministro, o único "plano B" consiste em um acordo entre o Chega e o PS, e até ele mesmo reconheceu que essa possibilidade "não é crível".
O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, iniciará uma rodada de contatos na terça-feira para ouvir as ideias dos diferentes partidos. Levando em conta os "resultados provisórios", a Presidência convocou o PSD em primeiro lugar, às 11h00 (horário local), seguido pelo PS (15h00) e pelo Chega (17h00).
NENHUMA ELEIÇÃO PODE SER CONVOCADA
Os portugueses já votaram em março de 2024 em eleições parlamentares que também não produziram uma maioria clara, mas, nesta ocasião, o horizonte político tem limitações adicionais caso Portugal se mostre ingovernável e novas eleições tenham que ser convocadas.
A Constituição estabelece uma margem mínima de seis meses entre as eleições, mas também uma restrição adicional ao mandato do presidente de Portugal. As eleições não podem ser realizadas nos últimos seis meses do mandato presidencial e o atual chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, deve ser substituído em março de 2026. Além disso, deve haver um intervalo de três meses entre as eleições presidenciais e legislativas.
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