Publicado 07/05/2026 04:30

Mónica García e Torres se reúnem hoje com Clavijo após as críticas dele por falta de informação

O presidente das Canárias, Fernando Clavijo, presta declarações à imprensa em Bruxelas
EUROPA PRESS

MADRID 7 maio (EUROPA PRESS) -

A ministra da Saúde, Mónica García, e o ministro da Política Territorial, Ángel Víctor Torres, se reunirão nesta quinta-feira, às 12h, com o presidente das Canárias, Fernando Clavijo, após suas críticas por falta de informação e deslealdade institucional em relação ao deslocamento do navio de cruzeiro com casos detectados de hantavírus, que já partiu das águas de Cabo Verde e chegará em três dias ao porto secundário de Granadilla de Abona, em Tenerife.

Clavijo denunciou que não foi informado sobre a decisão tomada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Governo espanhol, que concordaram em enviar às Canárias o navio “MV Hondius”, e solicitou uma reunião urgente com o presidente do Governo, Pedro Sánchez, para garantir a segurança dos cidadãos canários.

Ele também insistiu que seria mais prático que, “se se deseja proceder à repatriação” de alguns cidadãos do cruzeiro, isso fosse feito diretamente a partir do Aeroporto Internacional de Cabo Verde, sem submetê-los a uma “odisseia” de três dias pelo Atlântico até chegar às Ilhas Canárias.

CANÁRIAS EXIGEM RELATÓRIOS TÉCNICOS

Por sua vez, o porta-voz do Governo das Canárias, Alfonso Cabello, afirmou que o Executivo continua “muito preocupado” após a reunião técnica realizada com o Ministério da Saúde, a Direção-Geral de Proteção Civil e Emergências para coordenar a chegada a Tenerife do cruzeiro afetado por um surto de hantavírus proveniente de Cabo Verde.

Em uma declaração divulgada pelo Governo regional, ele comentou que, durante o encontro, ficou demonstrado que houve uma “decisão unilateral” por parte do Governo central, a ponto de, enquanto a reunião estava sendo realizada, “o navio ter zarpado e já estar se dirigindo para a ilha de Tenerife”.

Cabello indicou que o Governo das Canárias voltou a manifestar sua discordância com essa decisão e solicitou, sem sucesso, que lhe fossem apresentados os relatórios e critérios técnicos que justificassem o desvio do navio de cruzeiro para Tenerife. “Além disso, nos foi dito que esses relatórios não existem por escrito e solicitamos que nos fossem disponibilizados o mais rapidamente possível”, assinalou.

GARCÍA AFIRMA QUE CLAVIJO FOI INFORMADO

A ministra da Saúde, Mónica García, reiterou que vem informando o presidente das Canárias sobre a gestão do navio de cruzeiro afetado pelo surto de hantavírus e considera que “não cabe” entrar na “polêmica política” depois que o dirigente regional se mostrou contra a chegada do navio às ilhas.

“Temos mantido comunicação permanente em todos os níveis para compartilhar informações, avaliar riscos e coordenar a resposta”, assegurou, ressaltando que têm estado “em contato estreito” e continuarão a estar.

Além disso, ele sinalizou que o Governo das Canárias será convidado para as reuniões que ocorrerão a partir de agora entre os países europeus que têm cidadãos entre os passageiros, nas quais serão coordenados os protocolos de repatriação. Nos próximos dias, enquanto o navio chega à costa das Canárias, haverá “todas as reuniões e todo o contato que for necessário”, garantiu.

Clavijo pediu que o navio não fizesse escala nas Canárias e que as repatriações fossem realizadas a partir de Cabo Verde, onde esteve ancorado, mas tanto García quanto o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, que compareceu ontem ao meio-dia ao lado dela, defenderam que tomaram essa decisão devido ao pedido feito na véspera pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Esse organismo internacional, segundo eles, indicou que o navio deveria ir para as Canárias, por ser o local mais próximo onde se podem garantir as condições de “segurança” e para proteger a saúde pública contra a infecção.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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