Diego Radamés - Europa Press
MADRID, 14 mar. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Saúde, Mónica García, argumentou que a segurança não se refere exclusivamente a gastos militares, mas que também está ligada a outros itens, como investimento em material de saúde e estoques de medicamentos, como vacinas.
García pediu para "ampliar e ir além" da concepção tradicional para "entender a segurança como algo mais global, que engloba muitas outras coisas, inclusive a saúde".
Ela disse isso na sexta-feira em uma entrevista na TVE, captada pela Europa Press, quando perguntada se o Más Madrid, que faz parte do Sumar, é a favor do aumento dos gastos militares.
E disse que tanto Sumar quanto o PSOE, "todo o governo", compartilham a opinião de que é necessário "cuidar da segurança da Espanha" e "aumentá-la".
A ministra insistiu que não devemos nos concentrar apenas nos gastos militares, ressaltando que a segurança também afeta a saúde e que devemos falar sobre reservas estratégicas de material de saúde, como a cadeia de produção de medicamentos, "para estarmos preparados para ter vacinas", por exemplo.
COORDENAÇÃO COM OUTROS PAÍSES
Além disso, quando questionada se é a favor do envio de tropas de paz para a Ucrânia, a ministra defendeu que "todo o governo" deve ser levado em conta em "tudo o que for ser feito" em termos de política internacional.
Ela enfatizou que "a política que tem a ver com a política internacional é uma política de governo, e cabe a todo o governo decidir o que será feito".
García disse que o atual panorama geopolítico é "muito complexo" e "não há respostas simples". "O que temos de fazer é coordenar com o resto dos países da Europa, refletir sobre por que terceirizamos nossa segurança e não assumimos o controle de nossa própria segurança", disse ele.
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