Vladimir Smirnov / Zuma Press / Europa Press
MADRID 12 set. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, realizaram nesta sexta-feira uma reunião em Nova Délhi com foco no estado de suas relações bilaterais, bem como em diversas questões da agenda internacional, entre as quais abordaram a situação na região do Mar Negro, conforme informou o Ministério das Relações Exteriores da Índia.
O porta-voz oficial da diplomacia indiana, Randhir Jaiswal, destacou que ambos os líderes mantiveram “amplas discussões” sobre a chamada Parceria Estratégica Especial e Privilegiada entre a Índia e a Rússia, durante as quais analisaram os avanços registrados em áreas como comércio, energia, defesa, espaço e os contatos entre as populações dos dois países.
A conversa também permitiu que Modi e Putin trocassem pontos de vista sobre questões regionais e globais de interesse comum, entre elas os conflitos na Ásia Ocidental e a situação na região do Mar Negro.
Nesse contexto, o primeiro-ministro indiano reiterou que “o diálogo e a diplomacia continuam sendo o caminho a seguir para resolver conflitos” e afirmou que a Índia está preparada para contribuir com os esforços voltados à promoção da paz.
O encontro ocorreu paralelamente à participação de Putin no Fórum Empresarial do BRICS, realizado na capital indiana, onde o líder russo defendeu o crescente peso econômico do bloco e pediu maior cooperação entre seus membros.
Putin destacou que os países que compõem o BRICS representam mais de 40% do PIB mundial, contra os 29% atribuídos pelo presidente ao G7 — integrado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e União Europeia. Além disso, ele afirmou que o bloco gerou cerca de metade do crescimento econômico mundial nos últimos cinco anos, contra os 18% correspondentes ao G7.
O presidente russo atribuiu esse crescimento ao tamanho dos mercados internos dos BRICS, ao seu rápido processo de urbanização e ao papel internacional cada vez maior de suas empresas, apresentando o grupo como uma plataforma alternativa de crescimento econômico global baseada — segundo suas palavras — em regras de cooperação que não são impostas do exterior e que buscam proteger os interesses nacionais de seus membros.
PUTIN CRITICA AS SANÇÕES CONTRA MOSCOU
Durante sua intervenção, Putin também criticou as políticas de sanções ocidentais contra a Rússia e afirmou que Moscou enfrenta mais de 30.000 medidas restritivas, “quase o dobro do que contra todos os demais países do mundo juntos”.
O presidente russo também acusou os países ocidentais de recorrer a diversos instrumentos e “métodos pouco aceitáveis” para preservar sua posição econômica, entre eles restrições comerciais, as chamadas sanções secundárias e ações direcionadas contra infraestruturas industriais e logísticas.
Em contrapartida, Putin defendeu a disposição de Moscou em ampliar a cooperação com seus parceiros em áreas como indústria, comércio, turismo e segurança alimentar, bem como em impulsionar corredores internacionais de transporte, como o Transártico e o Norte-Sul.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático