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MADRID 17 mar. (EUROPA PRESS) -
O Congresso peruano recebeu uma moção de censura contra o ministro do Interior, Juan José Santiváñez, horas depois que o governo decretou estado de emergência em Lima e Callao no domingo, em resposta a uma nova onda de violência, desta vez resultando na morte de um cantor conhecido.
A proposta da congressista Susel Paredes conseguiu coletar um pouco mais do que as 33 assinaturas necessárias para ser debatida no Congresso, que deverá fazê-lo esta semana. "Agora começa o verdadeiro jogo para ver quem defenderá o Peru", disse o deputado do Bloque Democrático Popular (Bloco Democrático Popular).
Santiváñez disse que não deixará o cargo e que irá ao Congresso para dar as explicações que lhe são exigidas, caso seja convocado durante o debate de uma moção de censura, que finalmente reuniu o último apoio necessário após a morte, neste domingo, do cantor Paul Flores, conhecido como 'Russo'.
"Estou disposto a ir ao Congresso e explicar todo o trabalho que a polícia está fazendo", disse Santiváñez à imprensa. Apesar de destacar suas supostas conquistas, algumas estimativas falam em até 1.800 homicídios após 300 dias à frente do Ministério do Interior, de acordo com o jornal 'La República'.
"Estamos em um sistema democrático, estamos prontos para ir ao Congresso para dar todas as explicações necessárias", insistiu o ministro, que esteve presente ontem à noite na reunião de emergência convocada pela presidente Dina Boluarte, sua principal apoiadora.
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