Publicado 28/02/2025 11:13

O MITECO estuda novas ações para a recuperação do Mar Menor "a curto, médio e longo prazo".

Terceira Vice-Presidente do Governo e Ministra da Transição Ecológica e do Desafio Demográfico, Sara Aagesen
EUROPA PRESS

O Ministério ativou 450 milhões dos 675 milhões orçados no Quadro de Ações Prioritárias para recuperar a lagoa.

MURCIA, 28 fev. (EUROPA PRESS) -

A terceira vice-presidente do governo e ministra da Transição Ecológica e do Desafio Demográfico, Sara Aagesen, anunciou que seu departamento agendou um calendário de novas reuniões durante 2025 com os agentes sociais envolvidos na recuperação do Mar Menor "para identificar se são necessárias novas ações" além das já comprometidas, "não apenas a curto e médio prazo, mas a longo prazo".

Aagesen fez essas declarações depois de se reunir com os prefeitos dos 10 municípios da bacia do Mar Menor, aos quais explicou cada uma das ações que estão sendo realizadas para proteger a lagoa salgada.

"A cooperação entre as diferentes instituições é essencial, é claro, com a Comunidade Autônoma, mas também com todos e cada um dos municípios da bacia", de acordo com o ministro, que destacou que a reunião também contou com a participação de vários grupos da sociedade civil, ambientais, sociais e, é claro, econômicos.

A esse respeito, Aagesen destacou que, durante sua visita de dois dias à Região de Múrcia, ela teve a oportunidade de conhecer em primeira mão o "Quadro de ações prioritárias para recuperar o Mar Menor", juntamente com a Comissária para o Ciclo da Água e Restauração de Ecossistemas, Francisca Baraza, e a Delegada do Governo na Região, Mariola Guevara.

Aagesen destacou o fato de o Ministério ter atuado nas dez áreas "prioritárias" e apontou que 72 ações já estão em andamento. Além disso, o MITECO ativou 450 milhões de euros dos 675 milhões de euros orçados com ações "tão únicas" como a que ele teve a oportunidade de visitar nesta quinta-feira na Sierra Minera.

O ministro também teve a oportunidade de conhecer, por exemplo, o Centro de Produção de Espécies Marinhas em Águilas. "Queremos recuperar essas espécies e queremos andar de mãos dadas com a ciência e a pesquisa", de acordo com Aagesen, que observou que todas essas ações "destacam o compromisso do governo central com a recuperação do Mar Menor".

PROGRAMA DE NOVAS REUNIÕES

"Todos nós conversamos sobre o progresso das diferentes iniciativas", de acordo com o ministro, que também teve a oportunidade de discutir com os participantes o cronograma de novas reuniões para o ano de 2025, que terá início em 17 de março.

O objetivo é "continuar a ativar novas ações, além daquelas com as quais já nos comprometemos, para continuar a ver quais são as necessidades do Mar Menor, porque esse é o compromisso máximo", concluiu. Tudo isso, "com algo tão especial como a personalidade jurídica do Mar Menor, que culminou com essa governança recentemente aprovada e onde esperamos que todos os órgãos de governo estejam totalmente operacionais o mais rápido possível", concluiu.

Com relação às novas ações a serem implementadas, Aagesen anunciou que nesta sexta-feira teve início um novo calendário de reuniões a partir deste ano de 2025 "para identificar se são necessárias novas ações com uma visão do Mar Menor, não apenas a curto e médio prazo, mas a longo prazo".

Ele destacou que os prefeitos "fizeram uma avaliação muito positiva de todas as ações" que o MITECO colocou em andamento e assegurou que seu objetivo é alcançar "velocidade máxima". "Entendo que há uma coordenação máxima, temos visto isso na sociedade civil e também por parte dos municípios", concluiu.

Com relação às ações no aquífero Campo de Cartagena e à possibilidade de recuperar o Plano de Despejo Zero, Aagesen anunciou que o MITECO "já está trabalhando". "Eles sabem que é um aquífero em risco" e, portanto, a Confederação Hidrográfica do Segura (CHS) "está trabalhando em um plano de medidas e ações", disse ele.

"Mas o importante é que sabemos que o que o Quadro de Ações Prioritárias realmente busca são ações que sejam úteis a curto, médio e longo prazo, no sentido de que são soluções na fonte e baseadas na natureza", de acordo com o ministro, que destacou que todas as ações que já estão sendo aplicadas "também vão reduzir a descarga nos aquíferos".

Quando perguntado sobre a possibilidade de que a implementação dos Fundos de Recuperação Social seja concluída no próximo ano, Aagesen prometeu "fazer todo o possível para garantir que todos os projetos sejam implementados".

Por fim, a ministra se comprometeu a visitar o Mar Menor regularmente e a "continuar a liderança" de sua antecessora, Teresa Ribera. Ela garantiu que continuará a "vir para monitorar as ações e também para ouvir as demandas dos diferentes agentes".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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