Europa Press/Contacto/Maksim Konstantinov
MADRID 14 mar. (EUROPA PRESS) -
A Missão de Assistência das Nações Unidas no Iraque (UNAMI) saudou nesta quinta-feira a criação, pelas autoridades do país, de uma equipe de segurança para agir contra membros de um grupo armado que atacou trabalhadores sírios nesta semana, em represália aos assassinatos de alauítas na costa da Síria.
Em um comunicado, elogiou a decisão do governo iraquiano de "perseguir os autores" dos ataques que, segundo ele, "violam a dignidade humana e os direitos humanos e violam as leis iraquianas aplicáveis".
Nesse sentido, a UNAMI destacou a "condenação inequívoca" desses ataques por parte do primeiro-ministro, Mohamed Shia al Sudani, que deu essa ordem "com medo de que" os cidadãos sírios no país sejam alvo de mais ataques "após os massacres dos últimos dias no oeste da Síria, nos quais centenas de civis da minoria alauíta foram executados".
A Missão expressou sua "grave preocupação" com esses incidentes sectários e conclamou "todos a respeitar a lei, agir com moderação, abster-se de discursos de ódio e manter a estabilidade" no país.
Na quarta-feira, o porta-voz do primeiro-ministro fez eco a vídeos nas mídias sociais que mostram "atos hediondos de violência contra trabalhadores sírios por um grupo mascarado que afirma ser afiliado a uma facção que se autodenomina 'Ya Ali Popular Formations'", acusando as vítimas de serem apoiadores do presidente transitório da Síria e líder do grupo jihadista Hayat Tahrir al Sham (HTS), Ahmed al Shara.
Na quarta-feira, o Observatório Sírio para os Direitos Humanos estimou em cerca de 1.400 o número de civis mortos nos combates no oeste do país, desencadeados por uma série de ataques de grupos leais a al-Assad que levaram as novas autoridades a lançar uma operação em grande escala na área.
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