Publicado 06/01/2026 19:44

Ministros das Relações Exteriores do G7 discutem Ucrânia e Venezuela por telefone

O presidente ucraniano Volodimir Zelenski se reúne com a delegação dos EUA em Paris.
VOLODIMIR ZELENSKI / X

Zelenski confirma que as negociações sobre a Declaração de Paris continuarão na capital francesa na quarta-feira.

MADRID, 6 jan. (EUROPA PRESS) -

Os ministros das Relações Exteriores das sete principais economias do mundo tiveram uma conversa telefônica na terça-feira para discutir a situação na Ucrânia, Venezuela e outras questões internacionais atuais, anunciou o chefe da diplomacia francesa, Jean-Noël Barrot.

A conversa entre Barrot e seus homólogos do Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e, especialmente, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, tratou da assinatura, na noite passada, da chamada Declaração de Paris, que delineia as garantias de segurança que a Ucrânia receberá no caso de alcançar a paz com a Rússia.

"Esse primeiro intercâmbio entre os ministros das Relações Exteriores do G7, sob a presidência francesa do G7, possibilitou abordar as principais questões internacionais atuais, incluindo a situação na Venezuela, e saudar o progresso feito nas garantias de segurança para a Ucrânia na cúpula da coalizão dos dispostos, realizada hoje em Paris", diz o comunicado do Ministério das Relações Exteriores.

A conversa sobre a Venezuela, sem surpresa, abordou a situação atual do país após o ataque dos EUA no último fim de semana em Caracas e arredores, que resultou na captura, como Washington chama, do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.

"Durante sua presidência do G7 em 2026 e em preparação para a cúpula de Evian, a França continuará a trabalhar com seus parceiros para responder a crises, combater grandes desequilíbrios globais e reconstruir parcerias internacionais", acrescenta a nota.

CONVERSAÇÕES CONTINUAM NA QUARTA-FEIRA

A Declaração de Paris, assinada na terça-feira pela Coalizão de Voluntários para a Ucrânia, que contou com a presença de assessores dos EUA, define as garantias de segurança que Kiev receberá quando assinar um acordo de paz com a Rússia, começando com o envio de uma força internacional e um compromisso de defesa "vinculativo" de seus aliados.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky confirmou a continuação das conversações na quarta-feira, com a participação do chefe de seu gabinete presidencial, Kirill Budanov, e de seu negociador-chefe, Rustem Umerov.

"Agradeço ao presidente Trump e aos Estados Unidos por seu apoio. Nem um único dia será desperdiçado", disse Zelenski, que na terça-feira aplaudiu a declaração, embora tenha ressaltado que ainda há a questão extremamente difícil do futuro status dos territórios conquistados pela Rússia a ser resolvida.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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