MADRI 16 fev. (EUROPA PRESS) - A principal autoridade de relaes exteriores da Unio Europeia, Kaja Kallas, realizou neste domingo uma reunio informal com os chefes diplomáticos dos Estados membros que permaneceram no último dia da Conferncia de Segurana de Munique, marcada pelo debate sobre o aumento dos gastos europeus com defesa e a nova relao com os Estados Unidos, tendo como pano de fundo a guerra na Ucrnia.
"A Europa está firmemente unida no apoio Ucrnia e no fortalecimento de nossa própria defesa", disse Kallas no final da reunio, antes de prometer que "em breve apresentaremos novas iniciativas para levar adiante" essas promessas.
Vale lembrar que Kallas participou ontem de uma reunio de ministros das Relaes Exteriores do G7, que representou a estreia do novo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, nesse fórum e em um momento em que os presidentes da Rússia e dos EUA, Vladimir Putin e Donald Trump, esto realizando conversas sobre essa questo.
No final da reunio, o G7 exigiu que a Rússia "faa esforos reais e de boa fé para pr um fim duradouro guerra contra a Ucrnia" e condicionou futuras sanes a essa atitude. O ministro das relaes exteriores da Ucrnia, Andrii Sybiha, foi convidado para a reunio e pediu "garantias de segurana confiáveis, com os Estados Unidos a bordo, para avanar em direo a uma paz justa e duradoura".
O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, pediu a criao de um exército europeu em meio crescente desconfiana em relao a Trump, enquanto na semana passada Ursula von der Leyen, falando da Litunia, considerou imperativo que a Unio Europeia comeasse a tomar as questes de segurana e defesa "em suas próprias mos", já que "o aliado que so os Estados Unidos adotou uma nova agenda".
Na mesma conferncia de Munique, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, garantiu que há um entendimento "absoluto" entre os Estados Unidos, a Europa e a OTAN sobre o futuro aumento dos gastos com defesa, uma questo que estará na vanguarda da próxima cúpula da Aliana Atlntica em Haia, na Holanda, em junho, mas também incentivou os estados-membros a apresentarem "propostas concretas" sobre o futuro da segurana continental, como Kallas prometeu fazer.
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