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O funcionário considera a decisão “excessiva” e garante que não conhece os outros dois envolvidos MADRID 22 fev. (EUROPA PRESS) -
O ministro dos Transportes e Comunicações do Chile, Juan Carlos Muñoz, revelou neste sábado que as autoridades da Embaixada dos Estados Unidos já haviam avisado sobre a possibilidade de aplicar sanções antes de retirar, nesta sexta-feira, o visto de três funcionários do Executivo chileno, incluindo o próprio Muñoz.
“O embaixador, em uma reunião anterior, havia dado a possibilidade de aplicar sanções contra as pessoas que haviam participado (do projeto do cabo submarino), por mais técnico que fosse. A reunião foi no início ou meados de janeiro. Eu ouvi com espanto, não esperava receber isso”, relatou o ministro dos Transportes em entrevista ao jornal chileno “La Tercera”.
Muñoz garantiu que, apesar desse aviso prévio, “nunca imaginou algo assim” e acrescentou que a medida o pegou de surpresa, no meio de suas férias com a família. “Recebi um e-mail da Embaixada, informando que o visto havia sido revogado. Não me deram os motivos, mas associamos isso às reuniões que tivemos anteriormente com o embaixador e imaginamos qual é a razão", lembrou o funcionário chileno, que classificou a decisão como "excessiva".
No que diz respeito ao alcance da sanção, Juan Carlos Muñoz esclareceu que — “por enquanto” — o único visto revogado em sua família é o seu, embora a notificação que recebeu indicasse que a revogação poderia se estender a outros membros do núcleo familiar.
Na mesma linha, ele enfatizou o caráter “pessoal” do aviso, que chegou ao seu endereço de e-mail particular, e negou conhecer “os outros envolvidos”. “Até agora, o único sou eu”, insistiu.
Questionado sobre as possíveis causas da sanção, Muñoz aventou que os Estados Unidos teriam visto no referido projeto de cabo “uma ameaça à sua segurança”, empreendendo “sanções para evitar que isso acontecesse”.
“Neste caso, isso é feito com pessoas que trabalham na área de comunicações, que é uma área bastante técnica”, continuou ele, antes de defender que “o Chile deve continuar avançando na área digital e no cabo submarino de qualquer maneira”, dado que “no futuro, a conectividade dependerá disso”. “Não podemos ficar para trás. Mais cabos submarinos chegarão ao Chile, isso continuará acontecendo”, afirmou o ministro dos Transportes. Essas declarações foram feitas apenas um dia depois que o próprio Juan Carlos Muñoz confirmou que está entre os três cargos do governo cessante do presidente Gabriel Boric que foram sancionados pelos Estados Unidos por realizar atividades que “colocam em risco a segurança regional”.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos havia anunciado na mesma sexta-feira a retirada do visto de três membros do governo cessante do Chile. Embora Washington não tenha divulgado nomes, a mídia chilena aponta que as outras duas pessoas seriam o subsecretário de Telecomunicações, Claudio Araya, e seu chefe de gabinete, Guillermo Petersen.
Especificamente, esses indivíduos são acusados de “dirigir, autorizar, financiar, fornecer apoio significativo ou realizar, conscientemente, atividades que comprometem a infraestrutura crítica de telecomunicações”, bem como de “minar a segurança regional em nosso hemisfério”.
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