Publicado 20/02/2026 18:34

O ministro dos Transportes chileno, entre os três membros do governo sancionados pelos EUA

O ministro dos Transportes do Chile, Juan Carlos Muñoz
MINISTERIO DE TRANSPORTE DE CHILE

MADRID 20 fev. (EUROPA PRESS) - O ministro dos Transportes e Comunicações do Chile, Juan Carlos Muñoz, confirmou que está entre os três cargos do governo cessante do presidente Gabriel Boric que foram sancionados pelos Estados Unidos por realizar atividades que “colocam em risco a segurança regional”.

“Fui informado recentemente que meu visto para entrar nos Estados Unidos foi revogado por esse país, o que lamento profundamente”, disse ele em um vídeo no qual afirmou que essa decisão o “dói”, pois tem “um vínculo importante” com os Estados Unidos, tanto familiar quanto acadêmico.

Muñoz afirmou que recentemente o governo impulsionou um projeto de cabo submarino com uma empresa chinesa que busca conectar a costa chilena com Hong Kong e que permitirá melhorar a conectividade entre os continentes, um acordo que parece ter incomodado a Casa Branca, segundo a mídia chilena.

“Nosso país tem uma institucionalidade em que não discriminamos a origem dos diferentes projetos e analisamos cada um de seus méritos. Nesse sentido, também estamos cientes de que nenhum tipo de projeto dessa natureza pode ameaçar nossa soberania, nossa segurança nacional”, argumentou.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira a retirada do visto de três membros do governo cessante do Chile, sem revelar nomes. A mídia chilena aponta que as outras duas pessoas seriam o subsecretário de Telecomunicações, Claudio Araya, e seu chefe de gabinete, Guillermo Petersen.

Concretamente, acusam esses indivíduos de “dirigir, autorizar, financiar, prestar apoio significativo ou realizar, conscientemente, atividades que comprometem a infraestrutura crítica de telecomunicações e minam a segurança regional em nosso hemisfério”.

O presidente Boric criticou nas redes sociais que os Estados Unidos “ameaçam, fazem acusações indeterminadas e aplicam sanções unilaterais”. “Como chefe de Estado, descarto categoricamente que nosso país promova qualquer ação que atente contra nossa segurança ou a de nossa região”, afirmou.

Nesse sentido, ele indicou que “o Chile é um país orgulhoso de sua soberania e profundamente respeitoso da legislação nacional e internacional”. “Não aceitamos que ninguém nos dite o que podemos ou não fazer além do direito e da lei”, concluiu.

O Ministério das Relações Exteriores do Chile convocou o embaixador dos Estados Unidos no país, Brandon Judd, em protesto contra as sanções e para pedir explicações, uma vez que o Chile não recebeu “notificação oficial da medida adotada pelo atual governo dos Estados Unidos”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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