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MADRID 21 maio (EUROPA PRESS) -
O ministro do Trabalho da Bolívia, Edgar Morales, apresentou nesta quinta-feira sua renúncia, um dia depois de o presidente do país, Rodrigo Paz, anunciar uma reforma ministerial em resposta a semanas de protestos e bloqueios em La Paz e em outras partes do país contra o Executivo boliviano e a falta de políticas para combater a crise econômica.
"Estou aqui para que haja diálogo, para que a paz prevaleça em nosso país. Para isso, coloco à disposição o cargo de ministro do Trabalho", afirmou em uma coletiva de imprensa divulgada pela agência de notícias estatal ABI.
Morales justificou sua renúncia alegando que deseja "pacificar" seu país. "Não quero que meu país esteja sofrendo. Quero que haja diálogo e quero que a democracia prevaleça", declarou, sem dar detalhes sobre seu sucessor no cargo. "O presidente já saberá a quem nomear", afirmou.
Sua decisão ocorre um dia depois de Rodrigo Paz ter anunciado uma reforma de seu Executivo, com o objetivo de torná-lo "mais ágil e mais próximo" dos cidadãos, bem como a criação de um conselho econômico e social com o objetivo de "garantir transparência" sobre as medidas a serem desenvolvidas pelo Governo.
A Bolívia já entra na terceira semana de protestos em La Paz, com a participação de setores afiliados à Central Obrera Boliviana, aos quais se juntaram mineiros e professores, além de ativistas e grupos indígenas, entre outros. Até o momento, pelo menos quatro pessoas morreram e mais de uma centena foram detidas no contexto desses distúrbios.
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