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MADRID 17 abr. (EUROPA PRESS) -
O ministro do Interior da França, Bruno Retailleau, assegurou nesta quinta-feira que as forças de segurança francesas acabarão encontrando e capturando, "onde quer que estejam", os responsáveis pelos ataques às instituições penitenciárias do país registrados nos últimos dias.
"Essas pessoas, onde quer que estejam, nós as encontraremos, nós as capturaremos (...) Temos bons cães de caça", disse o ministro do Interior, que lembrou o caso do proeminente traficante de drogas Mohamed Amra, que foi um fugitivo da justiça por nove meses, mas acabou sendo capturado.
"Eu disse isso a Amra, quando ele ficou foragido por nove meses. Eu disse que levaríamos o tempo que fosse necessário, mas que no final o pegaríamos. E nós o pegamos em Bucareste, na Romênia", disse o Ministro Retailleau durante uma entrevista à emissora francesa RTL.
A vizinhança de várias prisões do país tem sido palco de uma série de incidentes violentos - como a queima intencional de veículos em estacionamentos de prisões e até mesmo tiroteios - para os quais nenhum motivo foi encontrado até agora, embora as hipóteses apontem para uma possível ligação com o tráfico de drogas.
Desde domingo, pelo menos uma dúzia de prisões na França tem sido alvo de ações violentas, embora as primeiras horas desta manhã tenham sido calmas. A grande maioria das cenas foi pichada com as letras "DDPF" ou "DDFM", que podem ser as iniciais de um grupo de apoio aos prisioneiros.
O chefe da promotoria antiterrorista da França, Olivier Christen, disse à France Info na quinta-feira que, até o momento, as autoridades não encontraram "nenhuma pista privilegiada" que pudesse esclarecer os eventos.
Enquanto isso, o presidente francês Emmanuel Macron demonstrou seu total apoio aos funcionários do sistema penitenciário e garantiu que todos aqueles que "tentarem intimidá-los" serão "encontrados, julgados e punidos".
As altercações ocorrem em um contexto marcado pela decisão do Ministro da Justiça, Gérald Darmanin, de construir duas prisões de segurança máxima que poderão abrigar cem dos principais traficantes de drogas que operam no país já em julho próximo.
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