OFICINA DEL PRIMER MINISTRO DE ISRAEL - Arquivo
MADRID 1 maio (EUROPA PRESS) -
O ministro do Interior de Israel, Moshe Arbel, pediu ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nesta quinta-feira que "intervenha" "urgentemente" para pôr fim à crescente violência sectária na Síria, onde quase 75 pessoas foram mortas em confrontos nos últimos dois dias entre milicianos drusos e combatentes alinhados com as novas autoridades do país.
"Gostaria de solicitar sua intervenção imediata para que todas as partes envolvidas tomem as medidas necessárias e urgentes para acabar com o massacre, tanto por meios diplomáticos quanto militares", disse o ministro, que enviou uma carta ao presidente após o aumento da violência em torno da capital síria, Damasco, e da província de Sueida, no sul do país.
Ele se juntou ao ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, para pedir à comunidade internacional que tome medidas "o mais rápido possível" para "proteger a população drusa" após dois dias de combates.
Arbel, por sua vez, lembrou que foram justamente os drusos que "se levantaram desde o primeiro momento para defender o Estado de Israel após os ataques de 7 de outubro".
"Neste momento, suas famílias estão em perigo iminente e tangível", lamentou, ao mesmo tempo em que afirmou que o Estado de Israel "não pode olhar para o outro lado diante do massacre brutal que está sendo cometido".
Na quarta-feira, o exército israelense atacou um "grupo extremista" que supostamente se preparava para lançar um ataque contra membros da comunidade drusa nos arredores da capital síria, no que as autoridades israelenses descreveram como "uma operação de alerta" diante dos últimos confrontos.
A violência eclodiu depois que uma mensagem considerada insultuosa ao Profeta Maomé, atribuída a um clérigo druso, foi publicada na mídia social, levando a uma campanha de "incitação sectária".
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