Publicado 21/01/2026 07:57

O ministro do Interior da Rússia visita Cuba em sinal de apoio após a intervenção militar na Venezuela

HAVANA, 4 de janeiro de 2026 — O presidente cubano Miguel Diaz-Canel discursa em um evento condenando a agressão militar dos EUA contra a Venezuela em Havana, capital de Cuba, em 3 de janeiro de 2026.
Europa Press/Contacto/Joaquin Hernandez

MADRID 21 jan. (EUROPA PRESS) - O ministro do Interior da Rússia, Vladimir Kolokoltsev, está nesta quarta-feira em visita oficial a Cuba, onde foi recebido pelo presidente Miguel Díaz-Canel, em um sinal de apoio de Moscou à recente intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela para capturar o presidente Nicolás Maduro, que colocou a ilha no centro das atenções mundiais.

O líder cubano valorizou o “enorme significado” da visita da delegação russa, pelo “momento em que é feita”, indicou o gabinete presidencial. A viagem do ministro russo a Cuba ocorre quando a ilha está na mira do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que instou as autoridades cubanas a “chegarem a um acordo” antes que “seja tarde demais”.

Essas ameaças vêm após o sucesso da operação militar americana em Caracas para prender Maduro, que está detido no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, aguardando julgamento nos Estados Unidos.

Por sua vez, Kolokoltsev insistiu, ao chegar a Havana, que a operação de Washington foi uma “agressão armada não provocada” contra a Venezuela. “Este ato não pode ser justificado de forma alguma e demonstra mais uma vez a necessidade de aumentar a vigilância e consolidar todos os esforços para combater fatores externos”, afirmou, segundo o canal estatal russo Rossiya 1.

O próprio embaixador russo em Cuba, Victor Koronelli, garantiu que a viagem visa “fortalecer a cooperação bilateral e a luta contra a criminalidade”, segundo uma mensagem nas redes sociais. A visita é um sinal de apoio de Moscou a um de seus tradicionais aliados, num momento em que Trump proclamou o controle do hemisfério ocidental e lançou ameaças a Cuba, México e Canadá.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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