Publicado 05/03/2025 06:15

O ministro das Relações Exteriores participará de uma reunião da OPCW hoje, três meses após a queda de al-Assad.

Al Shabani disse que sua presença na reunião em Haia "reafirma o compromisso da Síria com a segurança internacional".

Archivo - Arquivo - O ministro das Relações Exteriores da Síria, Asaad al Shaibani, durante uma reunião de cúpula em Riad, capital da Arábia Saudita (arquivo).
-/Saudi Press Agency/dpa - Arquivo

MADRID, 5 mar. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores da Síria, Asaad al Shaibani, anunciou nesta quarta-feira que participará de uma reunião da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), quase três meses após a queda do regime de Bashar al Assad após uma ofensiva de jihadistas e rebeldes.

"Hoje, pela primeira vez na história da Síria, participarei do Conselho Executivo da OPAQ em Haia", disse Al Shaibani em sua conta na mídia social X, onde afirmou que isso "reafirma o compromisso da Síria com a segurança internacional e honra aqueles que perderam suas vidas sufocadas nas mãos do regime de Al Assad".

Al Assad, que chegou ao poder em 2000 após a morte de seu pai, Hafez al Assad - líder do país desde 1971 - foi repetidamente acusado de usar armas químicas durante a guerra civil que eclodiu em 2011 após a brutal repressão aos protestos democráticos como parte da chamada "Primavera Árabe".

Damasco concordou, há mais de uma década, em destruir ou entregar seu estoque de armas químicas, embora a OPAQ e parte da comunidade internacional suspeitem que a conformidade possa ter sido incompleta e tenham solicitado às novas autoridades que garantam a eliminação do que possa restar desses programas.

De fato, o diretor geral da organização, Fernando Arias, visitou Damasco em 8 de fevereiro para se reunir com o presidente de transição, Ahmed al Shara, líder do grupo jihadista Hayat Tahrir al Sham (HTS), e o próprio al Shaibani, conversas descritas como "produtivas e muito abertas" pela própria OPAQ.

A agência disse que a visita foi "um primeiro passo para o restabelecimento de uma relação direta de trabalho (...) após onze anos de impasse e falta de progresso com as autoridades anteriores", com o objetivo de apoiar Damasco na eliminação do que resta do programa de armas químicas da Síria.

"Esta visita marca um ponto de virada. Após onze anos de obstrução por parte das autoridades anteriores, as autoridades interinas sírias têm a oportunidade de virar a página e cumprir as obrigações da Síria de acordo com a Convenção sobre Armas Químicas", disse Arias, que destacou "o compromisso da OPAQ com a reconstrução de um relacionamento baseado na confiança mútua e na transparência".

"Por mais de uma década, o dossiê de armas químicas da Síria esteve em um impasse. Hoje devemos aproveitar essa oportunidade juntos e romper o impasse para o bem do povo sírio e da comunidade internacional", concluiu o diretor-geral da OPCW.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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