Publicado 05/08/2026 20:33

O ministro das Relações Exteriores de Israel aproveita sua visita ao Equador para criticar o TPI e a CIJ

Equador e Israel assinam um Memorando de Entendimento sobre segurança e estabelecem um “Diálogo Econômico Ampliado”

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar (à esquerda), cumprimenta o presidente do Equador, Daniel Noboa (à direita), durante sua visita a Quito
GIDEON SAAR EN X

MADRI, 6 ago. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, criticou nesta quarta-feira o Tribunal Penal Internacional (TPI) e a Corte Internacional de Justiça (CIJ) pelos processos abertos em ambas as instâncias contra autoridades israelenses, ações que ele classificou como parte de “agendas políticas extremas” durante um encontro com o presidente do Equador, Daniel Noboa, e o ministro das Relações Exteriores equatoriano, Roberto Kury.

Refletindo sobre seu encontro com os dois líderes em Quito, Saar afirmou em uma publicação nas redes sociais que levantou a questão do “sequestro dos ‘tribunais internacionais’ a serviço de agendas políticas extremas que atentam contra as democracias e contra a soberania dos Estados”.

“Esse é o caso do ‘Tribunal Penal Internacional’, que cometeu e continua cometendo uma injustiça flagrante contra Israel”, denunciou ele, defendendo seu país como “um Estado democrático que combate o terrorismo” e lembrando que este “nem mesmo é membro” do TPI. O Tribunal emitiu mandados de prisão contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant.

“O mesmo ocorre com a CIJ”, acrescentou o ministro israelense, que garantiu que essa Corte é “utilizada de forma sistemática para fins políticos contra Israel”, em alusão velada ao processo aberto contra o país por genocídio em relação à ofensiva lançada contra a Faixa de Gaza — que até o momento soma mais de 73.300 mortos e 174.200 feridos — após os ataques perpetrados por grupos armados palestinos em outubro de 2023.

ACORDOS EM ÁREAS DE ECONOMIA E SEGURANÇA

A visita, a primeira de um ministro das Relações Exteriores de Israel em 44 anos, também serviu para firmar compromissos econômicos e de segurança, conforme destacaram tanto Saar quanto a Presidência do Equador, e detalharam os ministérios das Relações Exteriores e do Interior do Equador.

“À medida que combinamos avançar em um acordo de livre comércio”, destacou o responsável israelense, “assinamos dois acordos adicionais que refletem nossa crescente aliança, o fortalecimento da cooperação na luta contra o terrorismo e uma declaração conjunta para ampliar a colaboração nas áreas da economia e da inovação”. “Também concordamos em aprofundar a cooperação prática por meio da MASHAV, a Agência Israelense de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento”, acrescentou.

O primeiro acordo mencionado por Saar é, conforme esclareceu o Ministério do Interior equatoriano nas redes sociais, “um Memorando de Entendimento que impulsionará a cooperação bilateral, o intercâmbio de competências e o desenvolvimento de ações conjuntas para combater o terrorismo, o crime organizado transnacional, o tráfico ilícito de drogas e as novas ameaças à segurança”.

O segundo foi estabelecido por meio de “uma Declaração Conjunta que institui o Diálogo Econômico Ampliado”, informou o Ministério das Relações Exteriores do Equador, que o descreveu como “um mecanismo que impulsionará a cooperação em comércio, investimento, segurança cibernética, inovação e tecnologia”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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