Europa Press/Contacto/Marwan Naamani
MADRID 10 fev. (EUROPA PRESS) - O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, anunciou nesta terça-feira que encaminhou ao Ministério Público o caso de Fabrice Aidan, um diplomata francês que aparece nos documentos relacionados ao caso do criminoso sexual condenado Epstein.
Aidan era secretário principal de Relações Exteriores e está “atualmente licenciado por motivos pessoais e ocupando cargos no setor privado”, de acordo com o comunicado compartilhado pelo titular da pasta nas redes sociais.
Barrot informou ainda que iniciou uma “investigação administrativa para apoiar o trabalho do sistema judicial” e um “processo disciplinar” contra o diplomata, que aparece em vários documentos publicados pelo Departamento de Justiça. Aidan, que foi secretário de Estado para o Oriente Médio, trocou dezenas de e-mails diretos, e às vezes informais, com Epstein. No total, ele aparece em quase 200 arquivos e atuou durante anos na esfera de influência do magnata, fornecendo-lhe informações diplomáticas, acesso a serviços e às suas redes internacionais.
Segundo revelou a unidade de investigação da Radio France, Aidan era amigo íntimo do ex-ministro e ex-diplomata Terje Rod-Larsen, também implicado nos arquivos e conhecido por ter sido um dos artífices dos Acordos de Oslo de 1993. Chegou a trabalhar como seu assessor em 2010.
Isso ocorre depois que o ex-ministro da Cultura francês Jack Lang renunciou ao cargo de presidente do Instituto do Mundo Árabe, que dirige desde 2013, após o aparecimento de seu nome nos documentos desclassificados de Epstein.
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