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Araqchi pede a Barrot que demonstre "responsabilidade" para não agravar ainda mais o conflito MADRID 15 mar. (EUROPA PRESS) - O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, manteve na noite deste sábado uma conversa com seu homólogo francês, Jean-Noël Barrot, para tratar da crise no Irã; um diálogo no qual Araqchi pediu “responsabilidade” para não agravar ainda mais o conflito, após garantir que os contra-ataques iranianos à operação dos EUA e de Israel não têm, de forma alguma, como alvo os civis da região do Golfo Pérsico.
“Após salientar que o único fator e causa da insegurança que prevalece na região e no Estreito de Ormuz são os Estados Unidos e o regime sionista”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores iraniano em seu relato da ligação, “o ministro (Araqchi) enfatizou a necessidade de que todos os países adotem uma postura responsável diante dessa situação e condenem veementemente o ato criminoso dos agressores ao atacar o Irã”. O ministro também pediu que essa responsabilidade se aplique ao “abster-se de qualquer ação que possa intensificar e ampliar o alcance do conflito”
Sobre a reação iraniana, Araqchi enfatizou que “as medidas defensivas do Irã são direcionadas exclusivamente contra as bases e instalações militares dos agressores na região e não devem, de forma alguma, ser consideradas um ataque do Irã contra os países da região”.
Por fim, Araqchi e Barrot discutiram a crise no Líbano, onde foram retomados os confrontos entre as milícias do Hezbollah, apoiadas por Teerã, e o Exército israelense, com um custo provisório de mais de 820 libaneses mortos em ataques de Israel desde o início do mês.
Nesse contexto, Araqchi reiterou sua opinião de que “a principal causa da insegurança em toda a região, incluindo o Líbano, é a agressão e a hegemonia do regime sionista, e o retorno da paz ao Líbano depende do fim da ocupação e da cessação dos ataques e agressões desse regime”.
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